Bancários

Sindicato dos Bancários cobra ação efetiva dos órgãos de segurança do Estado

Desde o início de 2016, foram 128 ataques, além de cinco explosões de carros-fortes. Bancários reclamam do medo e insegurança

Talita Barbosa
Talita Barbosa
Publicado em 01/11/2016 às 14:55
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Desde o início de 2016, foram 128 ataques, além de cinco explosões de carros-fortes. Bancários reclamam do medo e insegurança - FOTO: Foto @jc_pe
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Cidades sem bancos, comércio enfraquecido e bancários com medo. Os sindicatos dos vigilantes e dos bancários de Pernambuco se pronunciaram, na manhã desta terça (1), sobre a insegurança nas agências e o temor que o problema tem causado na categoria.

De acordo com o levantamento realizado pelo sindicato dos bancários de Pernambuco, desde o início de 2016, foram registrados 13 assaltos, cinco sequestros, 28 explosões e 13 arrombamentos de agências das instituições financeiras. Nos terminais de autoatendimento instalados fora das agências, foram 128 ataques, além de cinco explosões de carros-fortes.

"Os bandidos estão encontrando fragilidades no sistema de segurança pública. Enquanto o policial porta um revólver 38, o bandido vem armado com fuzil e fotos da família do gerente, dizendo que conhece a rotina da família dele. O que vamos fazer?", afirma o presidente interino do Sindicato dos Bancários, Fabiano Moura.

 

 

Na noite da última segunda (31), bandidos renderam a gerente do Banco do Nordeste (BNB), no Centro de Paulista, no Grande Recife. De acordo com os sindicatos, um dos grandes problemas dessa realidade é a falta de infraestrutura na área de segurança para atender os casos. A apreensão predomina entre os moradores, especialmente nas cidades do interior. Quem precisa fazer algum pagamento ou comprar algo nos supermercados, farmácias ou bancos postais que contam com os serviços de auto atendimento teme pela própria segurança diante da violência nas investidas. Na madrugada desta terça (1), duas agências na cidade de Pedra, no Agreste, foram alvos de uma ação violenta. Os assaltantes jogaram grampos nas ruas e incendiaram carros para assustar a população. 

"É como se tivessem nos jogado à própria sorte. Isso afeta não só os bancários, mas toda uma cidade, pelo medo causado e pelos prejuízos para a economia local. Uma pessoa quando recebe o dinheiro, tende a fazer compras no comércio local. Quando ele evita uma determinada agência e migra pra outra, prejudica o município como um todo", diz o diretor de assuntos jurídicos do sindicato, João Rufino. 

Interior

De janeiro à outubro deste ano, 11 cidades no sertão, 7 no agreste e 6 na zona da mata do Estado foram atingidas por assaltos à bancos. Os bancos mais atacados são Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal (CEF), Bradesco e Santander. As ocorrências foram registradas em todas as regiões do Estado, atingindo 37 municípios. Só do Banco do Brasil, são 44 agências que seguem fechadas em decorrência dessas ofensivas. No mesmo período, foram roubados 24 revólveres calibre 38, 216 munições, 18 coletes à prova de bala e explodidos 5 carros-fortes. 

"Há uma necessidade urgente de aumentar o efetivo da Polícia Militar dos municípios. O investimento na inteligência é fundamental, pois esses crimes estão sendo praticados por quadrilhas especializadas. Cobramos que as autoridades, o Governo, a SDS, chamem a sociedade para que se encontre uma solução conjunta", declara o presidente do sindicato. 

 

 


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