IRMÃ DULCE

Dom Fernando Saburido celebra missa em homenagem a canonização da Irmã Dulce

Cerimônia em ação de graças pela canonização da Irmã Dulce, foi celebrada neste domingo (13), na Paróquia de Santa Isabel, localizada no bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife

JC Online
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Publicado em 13/10/2019 às 21:17
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Foto: Filipe Jordão / JC Imagem
Cerimônia em ação de graças pela canonização da Irmã Dulce, foi celebrada neste domingo (13), na Paróquia de Santa Isabel, localizada no bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife - FOTO: Foto: Filipe Jordão / JC Imagem
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“As pessoas que espalham amor, não têm tempo e nem disposição para jogar pedras”. Essa foi uma das mensagens de amor e solidariedade, que  marcaram a missa em ação de graças pela canonização da Irmã Dulce, agora chamada de Santa Dulce dos Pobres. A cerimônia foi celebrada neste domingo (13), na Paróquia Santa Isabel, no bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife, pelo Arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido. “Desde muito cedo, Irmã Dulce despertou para a vida religiosa e assumiu essa missão de se envolver com a pobreza em todos os campos. Na periferia das cidades, nas prisões e nos hospitais. Esse compromisso, sobretudo na assistência às pessoas doentes, mostrou o quanto ela foi brilhante”, declarou Saburido para uma igreja repleta de fiéis. 

De acordo com o arcebispo, que fez questão de ressaltar que não se trata apenas da primeira santa brasileira, mas da primeira santa nordestina também -  ela nasceu na Bahia -, a principal mensagem a respeito de sua trajetória em vida, é a de amar e servir ao próximo. “A intenção da igreja em canonizar as pessoas que tiveram a vida santa é justamente para inspirar nós que estamos aqui na militância, possamos ver esses bons exemplos e seguirmos então, esse caminho”, explicou Saburido. “ A santidade é um dever de todo cristão e ser santo é nossa vocação básica. Os santos estão aí como modelos de pessoas que tiveram suas fraquezas, mas procuraram abraçar com muita coragem os desafios da vida e atingiram o grau de santidade”, completou. 

Mesmo aqueles que não conheciam a trajetória da Santa Dulce dos Pobres, ter uma santidade brasileira reconhecida mundialmente, é motivo de muito orgulho. “Ela é um exemplo a ser seguido sempre. Precisamos olhar com mais cuidado para as pessoas, principalmente aquelas que estão nas ruas e nada tem”, declarou Maria das Graças, de 59 anos. Para Iracema Pedrosa, de 54 anos, “é um privilégio ter uma santa brasileira para o nosso convívio”. “Na nossa comunidade procuramos sempre nos espelhar na caridade vivida pela Irmã Dulce”, comentou.   Para Lindinalva Torres, de 72 anos, que tem um caso de alcoolismo na família, ela tem esperanças de que ao rogar pela Santa Dulce dos Pobres, poderá dar o testemunho da cura. “Sempre ouvi sobre suas histórias de dedicação aos mais necessitados. Agora, passarei a ter mais fé nela”, afirmou. A missa de ação de graças também contou com a apresentação da Orquestra Cidadã. 

Lições da Santa

Nascia em Salvador, na Bahia, a Irmã Dulce consolou doentes, alimentou famintos e tirou crianças desamparada das ruas. Em 77 anos de vida, caprichou na conjugação de três verbos: amar, servir e pedir. Para os íntimos, era chamada de o “Anjo Bom da Bahia. Neste domingo (13), o Papa Francisco celebrou no Vaticano, em Roma, na Itália, a missa que declarou Santa Dulce dos Pobres como a primeira santa brasileira. Para comemorar a canonização da Irmã Dulce, o JC publicou o caderno especial “Lições que se multiplicam”, com a história da freira católica, dos milagres reconhecidos pelo Vaticano e histórias de quem se identifica com as ações da madre. 

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