LITORAL SUL

Apesar do óleo no litoral, turistas aproveitam praia de Porto de Galinhas

Região foi uma das únicas praias do município de Ipojuca que não foi atingida pelo óleo desde que as manchas reapareceram no litoral

Katarina Moraes
Katarina Moraes
Publicado em 25/10/2019 às 14:33
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Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Região foi uma das únicas praias do município de Ipojuca que não foi atingida pelo óleo desde que as manchas reapareceram no litoral - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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O vazamento de óleo que atingiu mais de 200 praias do Nordeste e oito no município de Ipojuca, no Grande Recife, parece não ter tirado a empolgação do turista que preferiu manter a viagem ao Litoral Sul e aproveitou a sexta-feira (25) de sol em Porto de Galinhas, destino certo de quem desembarca em Pernambuco para o turismo de sol e mar. Na mais famosa praia do Estado os turistas aproveitavam o sol forte e o banho de mar sem pensar em possíveis consequências por conta do óleo que se espalhou no litoral. Vale lembrar que a praia não foi atingida desde que as manchas reapareceram no litoral pernambucano. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, esteve na praia nesta sexta e disse que a região está completamente apta à frequentação de turistas, mas não apresentou nenhum estudo técnico que comprove a informação.

As piscinas naturais e a Vila de Porto também continuam atraindo visitantes, como a gerente de fiscalização Andrea Marques e a dentista Glaucia Marques, que chegaram no último sábado ao Estado. Andrea conta que pensou em cancelar a viagem quando soube do óleo, mas decidiu arriscar. “Eu achava que não ia conseguir nem entrar na água, pelas imagens que via na televisão”, disse. Ainda assim, Glaucia explica que as duas aproveitaram o mar, mesmo tendo visto “um pouco de piche em todas as praias que fomos (Carneiros, Calhetas e Santo Aleixo)”.

O desastre ambiental, no entanto, já preocupa alguns vendedores, por conta da proximidade da alta temporada, época do ano em que o faturamento cresce exponencialmente no Litoral Sul. Dayana Oliveira, vendedora de artesanato em Porto, credita a diminuição do movimento à desinformação. “Acredito que devido à chegada do óleo nas praias, muita gente foi embora ou está com medo de vir e encontrá-las contaminadas”. Ela explica que em um dia normal fatura cerca de R$ 100, mas que não vendeu quase nada nesta semana. “Estou preocupada. Essa é a minha única fonte de renda”, expôs. De acordo com a ambulante, seu marido, que trabalha na orla, também percebeu a diferença.

Maracaípe

Já na praia de Maracaípe, costa conhecida pela força das ondas que atrai surfistas e atletas de bodyboard, o cenário é ainda mais incomum em uma sexta-feira de sol: Poucas pessoas, comércio enfraquecido e receio na hora de entrar no mar. Além disso, a queda no fluxo de visitantes também é sentida no setor de alimentação, como confirma Adeildo José da Silva, gerente de um restaurante com trinta funcionários na região. “Os turistas pararam mais de vir à praia, por isso estamos vendendo bem menos e já houve uma diminuição no lucro. Apesar disso, os clientes continuam pedindo peixe, prato principal da casa”, relatou.

O paulista Carlos de Arruda, de 57 anos, que chegou na quinta-feira em Maracaípe em sua primeira visita ao Nordeste e elogiou o trabalho na retirada do poluente. “Acompanhei a situação do óleo, mas sabia que o governo estava tomando as providências e por isso vim tranquilo. Vou entrar na água e comer peixe, sem problemas. Tenho encontrado as praias limpas. O povo do Nordeste fez um ótimo trabalho limpando tudo”, disse o comerciante que nos próximos dias ainda irá à praia de Maragogi, em Alagoas, também atingida pelas manchas em 17 de outubro.

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