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Marinha recolhe 3,7 toneladas de óleo em operação especial

Deste total, 38% do óleo foi coletado das praias, e 62% de regiões de estuários.

Maria Ligia
Maria Ligia
Publicado em 28/11/2019 às 19:49
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Foto: Bobby Fabisack/ JC Imagem
Deste total, 38% do óleo foi coletado das praias, e 62% de regiões de estuários. - FOTO: Foto: Bobby Fabisack/ JC Imagem
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Quase 20 dias após a chegada da operação ‘Amazônia Azul, Mar Limpo é Vida’ a Pernambuco, a Marinha do Brasil se prepara para encerrar esta etapa dos trabalhos e desatracar do Porto de Suape, em Cabo de Santo Agostinho, no Litoral Sul do Estado. 

Desde que os dois maiores navios da Marinha chegaram com um reforço de cerca de 700 fuzileiros navais à bordo, 3,78 toneladas de óleo foram recolhidas de águas pernambucanas e alagoanas até essa quarta-feira (27). Deste total, 38% foi coletado das praias, e 62% de regiões de estuários. Nesta quinta-feira (28), as praias de Itapuama, Cupe, São José da Coroa Grande e Porto de Galinhas foram inspecionadas por efetivos de 14 militares cada. Japaratinga, que contempla três praias de Alagoas, teve o apoio extra de 40 fuzileiros. Já os rios Una, Persiunga, Mambocada, mais 13 cada um. 

Durante a operação, a Marinha ainda fez um levantamento para identificar a quantidade de pessoas que entraram em contato com o óleo. Foram entrevistadas 1,13 mil pessoas, das quais 68% disse sim. Dos 32% que tiveram contato, 24% relatou apresentar problemas de saúde. As queixas foram em outra época.  

O balanço foi apresentado nesta quinta, em Suape, pela Marinha ao ministro da Defesa, o general Fernando Azevedo e Silva. Na visita, o chefe da pasta subiu nas embarcações Bahia’ e ‘Atlântica’ - a maior de todas - e conversou por videoconferência com os comandantes dos distritos navais à frente dos efetivos no litoral.

Também estiveram presentes o secretário estadual de Meio Ambiente, José Bertotti; o coordenador da Defesa Civil do Estado, coronel André Ferraz; comandante em chefe da esquadra, almirante José da Cunha; o comandante da Força de Fuzileiros da esquadra, almirante Paulo Zuccaro; o presidente do Porto de Suape, Leonardo Cerquinho, entre outros. 

 O ministro conheceu as instalações militares no Complexo. “A Marinha nesses dias navegou cerca de 20 mil milhas. Acho que nossas forças armadas estão fazendo um esforço muito grande nesse grave incidente ambiental. Eu fico satisfeito com os resultados que estão aparecendo”, afirmou Azevedo à imprensa. 

Ao falar com os militares, parabenizou os agentes pelo trabalho e comemorou a ocasião com dez flexões de braço. Em sua carreira, o ministro chegou a comandar a Brigada de Infantaria Paraquedista.

Agora, os navios se preparam para partir do Porto de Suape. "Eles vão começar a recolher o material. Os marinheiros, se não me engano, demoram 3 dias e começam a regressar em direção à base deles", falou. 

De acordo com Zuccaro, aproximadamente 50 fuzileiros devem continuar em Pernambuco para a próxima fase da operação. "Esse pessoal ficara em condições de atuar em alguma contaminação emergencial de grande vulto que ainda possa se fazer presente", disse. Ainda assim, tranquilizou dizendo que o retorno de novas manchas não é esperado. 

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