Presídios

Polícia encontra armas, celulares e drogas dentro do Complexo do Curado

Atualmente, há pouco mais de 6 mil presos espremidos num espaço com capacidade para 1,3 mil detentos distribuídos nas três unidades do complexo

Do JC Online
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Publicado em 07/01/2015 às 13:03
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Atualmente, há pouco mais de 6 mil presos espremidos num espaço com capacidade para 1,3 mil detentos distribuídos nas três unidades do complexo - FOTO: Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
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O Batalhão de Choque da Polícia Militar realizou, na manhã desta quarta-feira (7), uma revista em um dos pavilhões do Presídio Marcelo Francisco de Araújo, integrante do Complexo Prisional do Curado, antigo Aníbal Bruno, na Zona Oeste do Recife. A operação foi motivada por uma denúncia da Rede Globo, que flagrou detentos circulando dentro da unidade com armas e celulares. 

Um efetivo de 40 oficiais foi utilizado, com a presença de policiais da Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe) e cães farejadores da Companha Independente de Polícia com Cães (Cipcães), além do Choque. Os presos foram levados para um galpão e ficaram sob a custódia dos policiais, enquanto a operação pente fino era realizada nas celas e pavilhões da unidade penitenciária. A polícia encontrou dezenas de facas de diversos tamanhos, aparelhos celulares e drogas. O balanço final do que foi recolhido ainda será divulgado pela Polícia.

Após a denúncia, o secretário executivo de Ressocialização, Humberto Inojosa, renunciou ao cargo. O pedido de exoneração foi entregue ao secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico, na manhã desta quarta-feira (7). Pedro Eurico informou que vai se reunir com o governador Paulo Câmara ainda nesta quarta-feira para tratar do substituto de Inojosa.

FRAGILIDADES

O Complexo Prisional do Curado, maior do Estado de Pernambuco, é formado por três unidades: o Presídio ASP Marcelo Francisco de Araújo, o Presídio Frei Damião de Bozzano e o Presídio Juiz Antônio Luiz de Lins Barros. Atualmente, há pouco mais de 6 mil presos espremidos num espaço com capacidade para 1,3 mil detentos. A situação do complexo foi denunciada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que pediu a interdição parcial do local, alegando falta de condições de abrigar detentos.

Nos últimos dois meses, houve dois casos de morte no complexo. No dia 13 de outubro, o detento Reinaldo Leandro da Silva Prado, de 23 anos, foi jogado do telhado do Presídio Frei Damião de Bozzano. No dia 20 de novembro, Elton Jonas Gonçalves de Oliveira foi morto a facadas por outro detento, após uma briga, também no Presídio Frei Damião.

No dia 24 de dezembro, uma rebelião no Presídio Frei Damião de Bozzano, no Complexo Prisional do Curado, terminou com 12 presos feridos. A confusão começou depois que agentes penitenciários do presídio frustaram uma tentativa de fuga. A última ocorrência foi registrada no último domingo (4), quando agentes penitenciários encontraram um túnel no presídio. Segundo a assessoria da Seres, a descoberta evitou uma fuga em massa.

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