POLÍCIA FEDERAL

Desarticulada quadrilha que utilizava o Recife como ponto de distribuição de cocaína

Os mandados estão sendo cumpridos no Recife, Fortaleza, João Pessoa e Foz do Iguaçu

Amanda Azevedo
Amanda Azevedo
Publicado em 02/06/2016 às 7:58
Foto: Divulgação/PF
Os mandados estão sendo cumpridos no Recife, Fortaleza, João Pessoa e Foz do Iguaçu - Foto: Divulgação/PF
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2), a Operação Construtor para reprimir uma organização suspeita de distribuir cocaína para várias cidades do Nordeste a partir do Recife. O grupo lavava o dinheiro do tráfico comprando veículos, apartamentos e terrenos, onde eram construídos imóveis para revenda. Os mandados estão sendo cumpridos em Pernambuco, Ceará, Paraíba e Paraná. 

Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva, quatro para Pernambuco e seis para o Ceará, e cinco mandados de busca e apreensão, sendo um para o Paraná, um para o Ceará e três para Pernambuco. Além disso, a PF vai dar cumprimento a apreensão de três veículos, sequestro de oito imóveis, seis no Ceará e dois na Paraíba, bloqueio de oito contas bancárias e afastamento de sigilo fiscal de quatro pessoas físicas e jurídicas.

As investigações tiveram início em 2014, quando a polícia tomou conhecimento de que uma organização criminosa comandada por um homem que utilizava nome falso, estava armazenando cocaína na fronteira entre o Brasil e o Paraguai e trazendo a droga para o Recife, onde era pulverizada e distribuída para várias cidades do nordeste.

Em Olinda, um dos integrantes, Wilson Rocha França  foi detido nesta quinta-feira (2) e levado para a sede da Polícia Federal. Ele era responsável por distribuir a droga e cobrar dívidas.  Uma equipe da polícia também apreendeu dois carros na casa de uma advogado que seria suspeito de praticar lavagem de dinheiro para o grupo, comprando imóveis e veículos.

Outros três dos oito integrantes da quadrilha já tinham sido presos em flagrante com 24,4kg de cocaína, em agosto de 2014, na cidade de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Airton Benjamin Cibilis e Júlio César da Silva Correa haviam ido buscar químico Miguel Angelo Overlord no Paraguai para melhorar a qualidade da droga. Eles foram levados para o Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros, no complexo do Curado, Zona Oeste do Recife. 

O líder da organização criminosa, Enoque Antônio Rodrigues residia em Fortaleza com a esposa Taísa Santos da Silva, em nome de quem estão registrados alguns dos imóveis sequestrados. Os dois foram presos na cidade cearense de Lagoa Redonda.

Os integrantes da quadrilha são investigados pelos crimes de associação e tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e constituir/integrar organização criminosa.

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