ARBOVIROSES

Pernambuco investiga quarto mortes suspeitas de arboviroses no início de 2020

Casos suspeitos de dengue diminuíram 57,1% em Pernambuco

Carolina Fonsêca Carolina Fonsêca
Carolina Fonsêca
Carolina Fonsêca
Publicado em 27/01/2020 às 15:28
Foto: Divulgação/Fiocruz
Apesar de muito menos letal do que a covid-19, a dengue tem alta incidência e exige esforços de autoridades de saúde, hoje pressionadas pela pandemia. - FOTO: Foto: Divulgação/Fiocruz
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Entre os dias 29 de dezembro de 2019 e 18 janeiro de 2020, Pernambuco teve quatro casos de óbitos por arboviroses, contra apenas dois na mesma época do ano passado. A Secretaria Estadual de Saúde (SES), porém, ressalta que o diagnóstico positivos dos óbitos para qualquer uma das arboviroses não necessariamente confirma essas doenças como causa das mortes. 

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Já os casos suspeitos de dengue em Pernambuco diminuíram 57,1%, no período analisado, em comparação com a mesma época do ano passado. No mesmo período, as notificações de casos de chikungunya tiveram redução de 57,8% e as notificações de zika caíram 95,7%.

Ainda de acordo com o boletim da SES, Pernambuco também teve três casos notificados de gestantes com exantema - que é o aparecimento de erupções vermelhas da pele. 

Dengue 

Entre 29 de dezembro e 18 de janeiro de 2020, 386 casos de dengue foram notificados por 61 municípios, 40 confirmados e 69 descartados. Os outros 277 casos ainda estão sendo investigados. 

Chikungunya 

Com apenas duas confirmações, 22 municípios notificaram 73 casos da doença. Destes, 23 foram descartados e os demais continuam em análise. 

Zika

Apenas um município notificou quatro casos de zika, que ainda não foram confirmados ou descartados. No mesmo período do ano passado, 94 casos foram notificados. 

Índice de Infestação Predial 

O levantamento feito entre os dias 6 e 10 de janeiros de 2020 indicou 43 municípios em situação de risco de surto, 72 em situação de alerta, 34 municípios em situação satisfatória e outros 35 ainda não enviaram relatórios referentes ao Índice de Infestação Predial. 

Febre amarela 

Desde 2017 a Secretaria Estadual de Saúde faz a vigilância de macacos para identificar possíveis mortes destes animais por doenças como raiva e febre amarela, já que os macacos doentes funcionam como sentinelas da doença -  o mosquito pode se infectar com o animal e repassar para os humanos. 

Até o momento, nenhum caso humano ou animal foi diagnosticado com febre amarela. Foram notificadas 13 ocorrências de epizootias envolvendo 15 primatas. 

Entretanto, Pernambuco iniciou vacinação de rotina contra a febre amarela. Neste primeiro momento, a vacina está disponível para 23 municípios e, a partir de março, a vacina será disponibilizada para todas as cidades pernambucanas.

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