Bolívia

Evo Morales quer se reunir com Obama para aproximar posições

Existe a possibilidade deles se encontrarem na próxima Cúpula das Américas

AFP
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Publicado em 13/02/2015 às 22:15
Foto: Jorge Mamani/ ABI
Existe a possibilidade deles se encontrarem na próxima Cúpula das Américas - FOTO: Foto: Jorge Mamani/ ABI
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O presidente boliviano, Evo Morales, quer se reunir com seu colega americano, Barack Obama, para conversar sobre o processo político nacional, em meio a relações diplomáticas deterioradas com Washington desde 2008, informou o chanceler David Choquehuanca.

"O que nós propusemos é uma visita oficial, onde nosso presidente (Morales) fale ao presidente Obama sobre nossa realidade, o que pensa, o que sente e o que é este processo de mudança", afirmou Choquehuanca, durante encontro com a imprensa estrangeira em la paz.

O chefe da diplomacia boliviana revelou em dezembro passado que La paz propôs a Washington um encontro entre Morales e Obama para encaminhar as relações bilaterais, deterioradas desde a expulsão mútua de embaixadores, em 2008.

A administração boliviana expulsou o representante dos Estados Unidos, acusando-o de apoiar um suposo complô junto com setores da direita nacional. Washington negou e respondeu também expulsando o representante de La paz, o que fez mergulhar as relações bilaterais em uma forte crise.

Não há data para um eventual encontro Morales-Obama, mas Choquehuanca comentou que os presidentes poderiam se encontrar na próxima Cúpula das Américas, prevista para abril no Panamá.

Desde que chegou ao poder em 2006, Evo Morales mostrou-se um forte crítico dos Estados Unidos e dos governos de George Bush e Barack Obama, redirecionando as relações do país para Cuba, Venezuela e Irã.

"O presidente Morales é o único presidente que diz que os outros (presidentes) não se animam, mas quando o presidente Morales o diz, se identificam, o aplaudem, os mesmos líderes da Europa" o apoiam, afirmou o chanceler boliviano, de origem aimara, assim como o presidente.

Choquehuanca, que comanda a diplomacia boliviana há nove anos, comentou que os Estados Unidos e seu presidente deveriam estar dispostos a escutar, de forma democrática, mesmo o que não apreciem, porque isso é dialogar sem condições.

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