INVESTIMENTO

Ministro diz que País precisa de investimento privado

A declaração foi feita durante a inauguração do superprojeto de mineração da Vale, o S11D

Estadão Conteúdo
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Publicado em 17/12/2016 às 16:35
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
A declaração foi feita durante a inauguração do superprojeto de mineração da Vale, o S11D - FOTO: Foto: Marcos Santos/USP Imagens
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O governo federal conta com o investimento de tradicionais grupos privados para que a economia em 2017 seja melhor do que a deste ano. No Pará, onde participou da inauguração do superprojeto de mineração da Vale, o S11D, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que o País precisa de "empresas como a Vale, o Bradesco e a Mitsui", "para que possam continuar nos liderando neste momento de dificuldade e apontar um horizonte", acrescentou.

O ministro reafirmou ainda a mensagem do governo de que "2017 será, sim, melhor do que o (ano) de 2016" e disse que tem viajado "levando mensagem de otimismo àqueles que querem voltar a acreditar no País". "Quero poder dar aqui uma missão (de investir para retomar a economia) não só à Vale, mas a muitas outras empresas que queiram explorar as riquezas naturais do nosso País", completou.

Coelho Filho substituiu o presidente da República, Michel Temer, que não conseguiu viajar ao município paraense de Canaã dos Carajás por causa do mau tempo. O aeroporto local fechou por volta das 11h, horário em que Temer chegaria. Já o ministro disse ter voado mais cedo, por isso conseguiu chegar a tempo. Sem o presidente e com atraso por causa da espera por autoridades e executivos, a cerimônia durou menos de 50 minutos. Entre os executivos presentes, apenas o presidente da Vale, Murilo Ferreira, discursou. A participação dos presidentes do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e da japonesa Mitsui, Tatsuo Yasunaga, se limitou ao aperto de um botão que simbolizou o acionamento da primeira carga do S11D.

"Tivemos o desafio de implantar uma das maiores operações de minério de ferro do mundo, mesmo diante de incertezas", discursou o presidente da Vale, lembrando que, em 2011, quando a empresa tomou a decisão de levar o projeto adiante, a tonelada do minério de ferro era negociada a US$ 191, mas, em janeiro deste ano, chegou ao patamar de US$ 37, o que representou uma perda de receita de 80%. "Levamos o S11D com uma inabalável confiança na recuperação e no crescimento. Sabemos que o Brasil passa por uma dificuldade muito grande, mas nem por isso demos as costas ao passado grandioso da Vale", afirmou Ferreira.

S11D

Maior investimento privado realizado na última década, de US$ 14,3 bilhões, o superprojeto de mineração da Vale garante a produção de minério de ferro a um custo 41% inferior ao alcançado em média pela empresa. Além da qualidade do produto e das condições geográficas da mina, o projeto conta com o uso de tecnologia inovadora, que permite, por exemplo, substituir o óleo diesel por energia elétrica. O plano é chegar a 2020 produzindo 75 milhões de toneladas por ano.

Presente ao evento, o geólogo Breno Augusto dos Santos, ex-funcionário da Vale, responsável pela descoberta da reserva de Carajás, destacou que o S11D é uma pequena parcela de uma reserva de grande potencial, sob concessão da Vale. Ele diz que, se explorada por completo, a região pode garantir minério de qualidade por mais de um século.


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