Gasolina está em falta nos postos de bandeira BR no Grande Recife

Petrobras Distribuidora diz que enfrenta dificuldade para atender a demanda
Da editoria de economia
Publicado em 14/12/2016 às 7:00
Petrobras Distribuidora diz que enfrenta dificuldade para atender a demanda Foto: Fotos Públicas


Não bastasse a previsão de aumento de R$ 0,08 a R$ 0,10 no litro da gasolina, o consumidor pernambucano também está se deparando com a falta do combustível nos postos de bandeira BR. A informação do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis-PE) é de que desde o último sábado (10) a Distribuidora BR está sem gasolina na sua base, no Porto de Suape. Um grande número de caminhões se aglomera no local a espera de abastecimento.

Procurada pela reportagem do JC, a Petrobras Distribuidora se limitou a informar, por meio de nota, que “que está atendendo à programação de entregas aos revendedores de sua bandeira no Grande Recife. Entretanto, devido à demanda aquecida, podem ter ocorrido atrasos pontuais”, diz o texto. Na tarde de ontem um navio carregado com combustível atracou no Porto de Suape, mas em função da logística complexa a situação não será normalizada de imediato.

“Estou com cinco dos meus postos totalmente secos e ainda tendo que pagar as horas-extras dos caminhoneiros que estão aguardando pelo combustível em Suape. O navio começou a descarregar, mas não sabemos se o volume trazido será suficiente. Há dois anos esse problema se repete na base de Suape e com esses problemas na Petrobras a tendência é que se agrave”, diz Fernando Cavalcanti, revendedor BR da rede Petrocal e ex-presidente do Sindicombustíveis-PE.

O revendedor acredita que a Petrobras Distribuição teve algum problema com a entrada do navio no Porto de Suape, que chegou a atracar no último sábado e depois deixou o cais, voltando apenas na tarde de ontem. A BR não explicou aos revendedores qual foi a dificuldade. Nessa mesma época no ano passado, vários Estados do Nordeste enfrentaram problema de falta de combustível. As refinarias da Petrobras não estariam dando conta de acompanhar a demanda do País e o programa de desinvestimento não prevê aumento de capacidade das unidades de refino neste momento.

“O pior é a falta de comunicação com os revendedores, que não são informados sobre a real justificativa para o desabastecimento. Isso significa prejuízo para os empresários e os consumidores”, observa o presidente do Sindicombustíveis-PE, Alfredo Ramos. De acordo com o Sindicato, dos mais de 1.350 postos de combustíveis, cerca de 450 estão na Região Metropolitana do Recife (RMR).

Por enquanto, o Grande Recife é a região mais afetada pela falta de combustível nos postos de bandeira BR, que são maioria dentre os 70% dos revendedores com bandeira.
No ano passado, Pernambuco enfrentou desabastecimento de combustível bem no final do ano, perigando passar a virada  sem gasolina. No dia 30 de dezembro atracou um navio para atender os revendedores e consumidores. O problema também se repetiu no Estado vizinho da Paraíba.

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Desde o ano passado a Petrobras admite que há limite das suas refinarias para atender o crescimento da demanda por combustíveis no País, estimada em mais de 36 bilhões de litros em 2015 (um recorde). Nos meses de novembro e dezembro já se chegou a pensar em planos de emergência para abastecer sobretudo as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que precisam de reforço na estrutura de distribuição.

Hoje os representantes do Sindicombustíveis-PE deverão avaliar se o volume desembarcado ontem no Porto de  Suape será suficiente para reabastecer os revendedores da Região Metropolitana do Recife.

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