LITORAL SUL

Derramamento de óleo ainda não mancha turismo em Pernambuco, diz setor

Rede hoteleira assegura que, até o momento, o número de reservas para o Litoral Sul permanece semelhante ao do último ano

Katarina Moraes
Katarina Moraes
Katarina Moraes
Publicado em 18/10/2019 às 14:45
Foto: Prefeitura de Tamandaré / ASCOM
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Atualizada às 17h33

A chegada das manchas de óleo em 16 praias do Litoral Sul representa não apenas uma ameaça ambiental, mas também um perigo para a economia de verão, época de turismo mais forte em Pernambuco. O material mais espesso foi encontrado na tarde da última quinta-feira (17) e na manhã desta sexta-feira (18), respectivamente, em São José da Coroa Grande e na praia dos Carneiros, situada em Tamandaré, dois dos principais cartões postais do estado.

No entanto, ainda não foi constatada uma mudança significativa no percentual de reservas e nem um aumento em cancelamentos de diárias. É o que garante a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Pernambuco (ABHI-PE).

Segundo Eduardo Cavalcanti, presidente da entidade, o risco é de que o turista que ainda não reservou um pacote cancele sua viagem. “Mas não temos como ter controle disso. A taxa de ocupação atual dos hotéis e pousadas se mantém a mesma quando comparada à do ano passado. Mas caso o derramamento de óleo persista e impossibilite o acesso às praias, as empresas devem facilitar o cancelamento ou adiamento das reservas para os hóspedes”, disse.

Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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População auxilia na retirada de óleo em São José da Coroa Grande; cerca de 200 pessoas trabalham - Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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População auxilia na retirada de óleo em São José da Coroa Grande; cerca de 200 pessoas trabalham - Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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Cerca de 200 pessoas, entre voluntários, funcionários da prefeitura e marinheiros trabalham no local - Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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Cerca de 200 pessoas, entre voluntários, funcionários da prefeitura e marinheiros trabalham no local - Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
Foto: Bruno Campos/JC Imagem
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Em Carneiros, população se desdobra para retirar óleo da praia. Material apareceu na manhã de sexta - Foto: Bruno Campos/JC Imagem
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Em Carneiros, população se desdobra para retirar óleo da praia. Material apareceu na manhã de sexta - Foto: Bruno Campos/JC Imagem
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Em Carneiros, população se desdobra para retirar óleo - Foto: Bruno Campos/JC Imagem
Foto: Prefeitura de Tamandaré / ASCOM
Prefeitura, Secretarias de Infraestrutura e Meio Ambiente e a Defesa Civil, retiram o material - Foto: Prefeitura de Tamandaré / ASCOM
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O óleo já havia sido encontrado na região através de vestígios, mas reapareceu de forma mais intensa - Foto: Prefeitura de Tamandaré / ASCOM
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A praia é uma das mais procuradas em Pernambuco - Foto: Prefeitura de Tamandaré / ASCOM
Foto: Prefeitura de Tamandaré / ASCOM
A informação foi confirmada pelo Secretário de Meio Ambiente da cidade, Manuel Pedrosa - Foto: Prefeitura de Tamandaré / ASCOM

O dirigente explica, ainda, o trabalho de contenção feito pelos próprios empresários, a fim de evitar danos econômicos. “Após as primeiras notícias sobre o derramamento do material, a ABHI entrou em contato com a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) para fazer uma mobilização dos empresários nas praias dos Carneiros e de Porto de Galinhas”.

Apesar do desastre, nenhuma praia foi declarada, até agora, imprópria para o banho. Mesmo assim, de acordo com o Procon Pernambuco, o consumidor que se sentir lesado com o contexto e queira cancelar ou adiar as diárias dos pacotes de viagem com destino às áreas afetadas, deve negociar diretamente com os hotéis ou com as agências de turismo.

“Caso não haja acordo, o cliente deve procurar o Procon mais próximo para analisarmos o contrato, mas não garantimos que o cancelamento será feito sem a cobrança de multas. Na hipótese de a situação ser agravada e a praia se tornar inutilizável, será acobertado pelo órgão caso o pacote fornecido pela empresa seja voltado para atividades que dependam do mar”, orienta a gerente de fiscalização do órgão, Danyelle Sena de Melo.

Porto de Galinhas

A 24 km de distância em linha reta de Carneiros, uma das regiões afetadas pelo óleo presente nas orlas, está a praia de Porto de Galinhas, destino de uma média de 1,2 milhões visitantes por ano. Apesar de ter sido registrado apenas vestígios esparsos do óleo na beira-mar de Ipojuca, o monitoramento preventivo já começou na localidade. Em nota, o Porto de Galinhas Convention & Visitors Bureau e a Associação dos Hotéis de Porto de Galinhas informaram não sentir impacto no turismo da região, e que a ocupação “se mantém alta, com índices normais de vendas”, inclusive para o Dia do Comerciário, feriado comemorado na próxima segunda-feira (21) e responsável por uma ocupação de quase 100% das hospedagens.

Nota

O Governo de Pernambuco limitou-se a dizer que o turismo é comprometido pela “falta de ação do Governo Federal acerca do problema”, mas não explicou quais os impactos na ocupação ou na procura do destino Pernambuco.

Praias atingidas no Nordeste

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