A arbitragem do Clássico dos Clássicos deu o que falar. Não por uma quantidade grande de erros, mas por uma falha capital no lance do gol do Sport. Sander estava impedido e a assistente Daiane Muniz, encoberta no lance, não viu o lateral leonino adiantado. Jogada que, com a presença do árbitro de vídeo (VAR), seria anulado e não iria interferir diretamente no placar. E vale ressaltar que, dentre as finais dos grandes campeonatos estaduais do Brasil, apenas a do Pernambucano não teve a presença do VAR.
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Wilton Pereira Sampaio fez uma arbitragem segura durante toda a partida. Manteve os critérios para a marcação de faltas e na aplicação dos cartões amarelos. Apenas em um lance deixou de dar o cartão, para Hereda, em falta no primeiro tempo. A dupla de assistentes, Daiane Muniz e Daniel Manis, teve também uma boa atuação. Acertando em impedimentos e outras infrações. Entretanto, o erro no gol acabou manchando a avaliação geral do trio.
ÁRBITRO DE VÍDEO
Em outras finais pelo país, o VAR foi utilizado e teve participação decisiva nos jogos. E exemplo das disputas no Carioca e Mineiro, em que Flamengo e Cruzeiro tiveram um gol anulado. Em Pernambuco, as diretorias de Náutico e Sport alegam terem feito o pedido pelo árbitro de vídeo, mas a Federação Pernambucana de Futebol não implementou nesta final por conta dos custos. Desta forma, ficou a reclamação por parte do Timbu.
“O que a gente lamenta é que (Pernambuco é) o único estado que não teve o recurso de vídeo, que claramente teria anulado o gol. A gente lamenta, porque fizemos um investimento em uma arbitragem Fifa, e entendemos que a Federação (Pernambucana de Futebol) também deveria ter feito este investimento. Nós solicitamos bastante (para as finais), e nos foi colocado que não se faria porque se entendia que não havia necessidade”, falou o vice-presidente de futebol do Náutico, Diógenes Braga.