Série C

Com Gilmar Dal Pozzo, jogo aéreo vira trunfo do Náutico

Time pernambucano está perto de conquistar o primeiro título nacional e aposta na bola aérea

Fernando Castro Fernando Castro
Fernando Castro
Fernando Castro
Publicado em 04/10/2019 às 7:19
Alexandre Gondim/JC Imagem
Time pernambucano está perto de conquistar o primeiro título nacional e aposta na bola aérea - FOTO: Alexandre Gondim/JC Imagem
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O Náutico está perto de conquistar o primeiro título nacional e, além da vantagem no placar, construída no primeiro jogo, ao bater o Sampaio Corrêa por 3x1, nos Aflitos, o time alvirrubro tem no jogo aéreo ofensivo um trunfo importante. Principalmente durante a reta final da Série C, a jogada aérea se tornou uma arma para o Timbu, seja após cobranças de faltas, escanteios, laterais ou cruzamento na área com a bola rolando.

Sob o comando do técnico Gilmar Dal Pozzo, o Náutico disputou 21 jogos. Dos 30 gols marcados pela a equipe, 16 (mais de 50%) surgiram depois de jogadas aéreas. Os números ficam ainda mais positivos se observarmos o retrospecto mais recente do Timbu. Dos últimos 12 gols marcados pelo Timbu, nove aconteceram pelo alto (75%).

É prática comum do treinador alvirrubro trabalhar jogadas aéreas durantes os treinamentos do Náutico. Logo na estreia de Dal Pozzo no comando do time, a característica já pôde ser observada. Os dois gols marcados contra o Campinense, pela seletiva da Copa do Nordeste, foram marcados em jogadas aéreas, pelos atacantes Odilávio e Rafael Oliveira, após cruzamento na área com a bola rolando e cobrança de falta, respectivamente.

A sequência positiva de gols pelo alto, no entanto, teve início na reta final da Série C. Na vitória contra o Botafogo-PB, que garantiu ao Náutico a classificação antecipada às quartas de final, o atacante Álvaro marcou de cabeça e garantiu os três pontos para o Timbu, no estádio Almeidão. O jogador, aliás, é especialista no quesito. Artilheiro do time na competição ao lado de Thiago, todos os cinco gols marcados por Álvaro foram de bolas alçadas na área.

Na última partida, no duelo de ida da final, contra o Sampaio Corrêa, nos Aflitos, o poderia aéreo alvirrubro ficou ainda mais evidenciado. O primeiro gol do Náutico surgiu de uma jogada de escanteio que culminou no gol contra do lateral-esquerdo João Victor. O segundo gol foi também veio pelo alto veio com o zagueiro Camutanga, após cruzamento de Wilian Simões. No terceiro tento, o volante Jhonnatan marcou após cobrança de lateral na área.

“É um fundamento que a gente trabalha muito. Fizemos três gols de bola parada (contra o Sampaio Corrêa). O primeiro (contra) foi de bola parada, o segundo a origem foi de um escanteio. Wilian Simões acreditou até o fim e deu a assistência. O terceiro da mesma forma. A gente trabalha muito esse lateral na área porque temos Wallace (Pernambucano), que é alto, e Álvaro também”, explicou Gilmar Dal Pozzo, após o primeiro joga da final.

O meia Jean Carlos é o principal responsável pelas bolas paradas do Náutico, seja escanteios ou faltas. Logo quando chegou ao clube, o jogador revelou que essa era uma de suas principais características. Outro jogador que se destaca no quesito é o lateral-esquerdo Wilian Simões. Com o cruzamento calibrado, o lateral é o líder de assistências do time na Série C, mesmo chegando no decorrer da competição, com cinco passes para gol.

"Decide jogo (a bola parada). Nas minhas primeiras entrevistas eu falei que é uma chance muito grande de gol. Nosso time tem bons cabeceadores e faz diferença sim. A gente tem que aproveitar cada vez mais. Mais uma vez no jogo saiu gol. E a gente trabalha. A gente consegue fazer gols de outras formas, mas a bola parada vem sendo bem importante. E se tiver que trabalhar mais para continuar fazendo gol de falta, escanteio, a gente vai fazer", destacou Jean Carlos.

FINAL

Com a arma do bom aproveitamento nas jogadas aéreas, o Náutico vai em busca do primeiro título brasileiro. A finalíssima da Série C, contra o Sampaio Corrêa, será decidida no próximo domingo, às 16h, no estádio Castelão, em São Luís do Maranhão. A equipe de Gilmar Dal Pozzo pode perder por até um gol de diferença que ainda assim será campeão. Em caso de derrota por dois gols de diferença, o título será decidido nos pênaltis. A Bolívia Querida só conquista a taça no tempo normal se conseguir uma vitória por três ou mais gols de diferença.

GOLS DE BOLA AÉREA

Náutico 2x0 Campinense - Odilávio (após bola levantada na área) e Rafael Oliveira (após cobrança de falta)

Confiança 1x1 Náutico - Luiz Henrique, após cobrança de escanteio

Náutico 2x1 Botafogo - Fernando Lombardi, após cobrança de escanteio

Ferroviário 0x1 Náutico - Matheus Carvalho, após cobrança de lateral

Náutico 1x0 Treze - Rafael Oliveira, após bola levantada na área

Náutico 3x1 Confiança - Rafael Oliveira, após cobrança de falta

Botafogo-PB 0x1 Náutico - Álvaro, após cobrança de lateral

Náutico 3x1 Santa Cruz - Diego Silva (após cobrança de escanteio) e Jhonnatan (após bola levantada na área)

Náutico 2 (5) x (3) 2 Paysandu - Álvaro, após bola levantada na área

Juventude 2x1 Náutico - Álvaro, após bola levantada na área

Náutico 2 (4) x (3) 1 Juventude - Álvaro duas vezes, após bola levantada na área e após cobrança de escanteio

Náutico 3x1 Sampaio Corrêa - Camutanga (após bola levantada na área) e Jhonnatan (após cobrança de lateral)

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