Conselho Deliberativo

Polêmicas envolvem os bastidores das eleições para o Conselho Deliberativo do Náutico

As eleições do Náutico acontecem neste domingo, na sede dos Aflitos

Fernando Marinho
Fernando Marinho
Publicado em 06/12/2019 às 7:29
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Brenda Alcântara/JC Imagem
As eleições do Náutico acontecem neste domingo, na sede dos Aflitos - Brenda Alcântara/JC Imagem
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Se por um lado a eleição para o executivo de Náutico já está encaminhada, com a aclamação e reeleição do presidente Edno Melo e do vice-presidente Diógenes Braga, os bastidores das eleições do Conselho Deliberativo estão pegando fogo, com ataques e declarações polêmicas envolvendo os grupos que concorrem às vagas para o conselho. Coordenador da chapa Somos Todos Náutico, o candidato Newton Morais corre o risco de ter a candidatura impugnada nesta sexta-feira.

"Newton (Morais) tem uma ação contra o Náutico, de 2016, indo de confronto com o Conselho Deliberativo. Ele teve quatro anos para retirar a ação, ele perdeu e foi condenado a pagar as custas do processo mais os honorários de sucumbência. Mesmo assim ele não desistiu da ação, recorreu. Como um sócio que está processando o Náutico pode querer uma cadeira no conselho do clube? Não faz sentido isso. Não existe perseguição, o pedido de impugnação é para a candidatura dele e não da chapa", declarou o presidente Edno Melo, durante o programa Movimento Esportivo, da Rádio Jornal.

Newton Morais defende, no entanto, que o Conselho Deliberativo não possui o poder para punir um associado, cabendo isso apenas para a comissão eleitoral do Náutico que, representada pelo presidente Paulo Azevedo, havia negado o pedido de impugnação, na última quarta-feira. “O Conselho Deliberativo só pode punir o conselheiro. Nem o conselho e nem o executivo podem impugnar uma candidatura. Ele (Edno Melo) desconhece o estatuto. É lamentável que a presidência e o conselho não conheçam o estatuto", rebateu o candidato Newton Morais.

IMPUGNAÇÃO

A comissão eleitoral do Náutico entende que, se houver alguma punição, advertência, ou suspensão ao associado Newton Morais, a decisão teria que partir do executivo através de um processo administrativo. Questionado se iria agir dessa maneira, o presidente executivo Edno Melo não hesitou de que vai tentar colocar para frente a impugnação do candidato Newton Morais.

“Não tenha dúvida. Se (o caso) cair na minha mesa, ele (Newton Morais) pode se considerar hoje uma pessoa que não vai disputar a eleição,pelo simples fato dele estar processando o Clube Náutico Capibaribe. Nesse momento ele fere qualquer tipo de conduta. Se eu tiver essa decisão, ele vai ser impugnado”, afirmou Edno Melo.

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