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Ítalo Ferreira vence Medina e é campeão Mundial de surfe em Pipeline

Potiguar de Baía Formosa conquistou primeiro título mundial da carreira

Luana Ponsoni
Luana Ponsoni
Publicado em 19/12/2019 às 22:48
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Potiguar de Baía Formosa conquistou primeiro título mundial da carreira - FOTO: WSL
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O ano cheio de superações de Ítalo Ferreira foi coroado, nesta quinta-feira (19), com o primeiro título mundial do potiguar de Baía Formosa. Ele foi o grande campeão do Billabong Pipe Masters, a última etapa do Circuito Mundial, no Havaí, em final disputada com o bicampeão mundial Gabriel Medina. Na bateria decisiva, o líder do ranking mundial venceu o paulista de Maresias por 15.56 a 12.94. Com a conquista do nordestino, o Brasil passa a ter quatro títulos no evento da WSL nos últimos seis anos.

Para chegar à final, Ítalo superou o susto de ter de ir para a repescagem após a estreia. Depois, fez uma competição relativamente tranquila. Inclusive na semifinal, disputada contra o 11 vezes campeão mundial Kelly Slater, que buscava melhorar sua colocação no ranking mundial para garantir vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no ano que vem.

Já Gabriel Medina teve a campanha em Pipeline manchada por polêmica. Nas oitavas de final, ele fez uso de um bloqueio, interferindo na onda de Caio Ibelli. A manobra impediu que o adversário pegasse a última onda da bateria. Apesar de ter sido punido pelos árbitros, Medina ainda teve saldo na pontuação para seguir na competição até a final contra Ítalo. A atitude foi orientada pelo pai e treinador do bicampeão, Charles Saldanha.

Durante a bateria contra Medina, Ítalo entrou extremamente concentrado e já conseguiu duas boas ondas na primeira série da disputa. O potiguar obteve como notas 7.83 e 6.17. Já Medina teve como melhores notas 7.77 e 4.50. Na reta final da bateria, o potiguar ainda conseguiu substituir uma das duas melhores notas com um 7.73, depois de conseguir entubar uma onda e finalizar com aéreo. Já Gabriel Medina não conseguiu encontrar boas ondulações, sendo engolido pelos tubos.

Ítalo administrou o tempo final da bateria, segurando a prioridade e colando em Gabriel Medina. Até os instantes finais, quando não restou mais tempo para Gabriel se recuperar. "Eu sou muito confiante em mim. Sei que Gabriel é um grande competidor, mas eu sabia que este momento era meu", comentou em entrevista à WSL.

SUPERAÇÃO EM 2019

Depois de sofrer com mais uma lesão no começo desta temporada, Ítalo Ferreira se recuperou e voltou a surfar para se manter competitivo no Circuito Mundial. Paralela à WSL, em setembro, ele teve de disputar também os Jogos Mundiais da Isa, no Japão. A participação no torneio era obrigatória aos surfistas que quisessem ir aos Jogos Olímpicos de Tóquio, no ano que vem. Só que antes da viagem, o brasileiro teve a mochila roubada, junto com o passaporte. Por causa do problema, ele enfrentou verdadeira maratona para chegar poucos minutos antes do final de sua bateria de estreia. Ele entrou no mar com pranchas emprestadas pelo compatriota Filipe Toledo, de bermuda jeans e ainda conseguiu vencer a disputa. No final, o potiguar conseguiu o título no evento, coroando todo o esforço para estar no Japão.

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