Cobra Coral

Santa Cruz projeta passivo em torno de R$ 250 milhões

Direção do Santa Cruz trabalha para definir valor total da dívida

Davi Saboya
Davi Saboya
Publicado em 16/09/2019 às 8:17
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Foto: Léo Mota/JC Imagem
Direção do Santa Cruz trabalha para definir valor total da dívida - FOTO: Foto: Léo Mota/JC Imagem
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O fracasso nos dois últimos anos não abalou o Santa Cruz. A direção coral tenta estancar a principal “ferida” do clube – o milionário passivo, que parece não ter fim. Para colocar um ponto final nesse quesito, o Tricolor do Arruda montou uma força-tarefa para levantar o real número dessa gigantesca dívida. A expectativa é que ultrapasse a cifra de R$ 250 milhões. Isso porque o Santa já conseguiu diminuir uma grande parte.

Paralelamente, a Cobra Coral negociou mais de R$ 40 milhões. Valor que será pago parceladamente para os respectivos credores. O detalhe é que mesmo depois de tanto trabalho não poderá ser possível garantir que 100% da dívida foi levantada após o estudo detalhado, que deve ser terminado daqui a cerca de dois meses. A grande falta de comprovantes prejudicou o trabalho e a defesa do clube tricolor.

“A gente vem há 20 meses tentando levantar o real passivo do Santa Cruz. Devemos concluir daqui a uns dois meses e ainda sem a certeza 100% do real valor. Pode existir uma margem pequena mais adiante”, afirmou o coordenador do núcleo gestor Roberto Freire, em entrevista exclusiva ao Blog do Torcedor e Jornal do Commercio.

“Não é que a gente pagou. Negociamos mais de R$ 40 milhões em dívidas. Por isso, é difícil medir um impacto de mais um ano na Série C”, completou.

DÍVIDAS

Nesta temporada, o Santa Cruz chegou à quarta fase da Copa do Brasil e foi semifinalista da Copa do Nordeste. O bom desempenho nos torneios gerou um grande aporte financeiro nos cofres tricolores por conta das cotas milionárias de cada fase das competições. No entanto, a grande quantidade despertou o interesse de quem tinha dívida com o Santa Cruz, pois as cobranças começaram a chegar.

“Toda vez que tínhamos um sucesso em campo, um número gigante de cobranças começou a surgir. Então, iniciou um processo absurdo de ações, que para defendermos criamos vários grupos especializados em matérias diferentes para trabalharem nessas frentes. Temos 14 advogados atuando no clube. Talvez o acesso gerasse um aparecimento maior de dívidas”, disse Roberto Freire.

O coordenador do núcleo gestor ainda garantiu que o clube caminha para fechar o ano de 2019 com as contas em dia. “As receitas e despesas estão equalizadas. O Santa está equilibrado e vamos fechar o ano sem dever a ninguém”, declarou.

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