Tricolor

Santa Cruz terá aumento de faturamento em 2020

Número é 50% maior se comparado a 2018

Luana Ponsoni
Luana Ponsoni
Publicado em 08/11/2019 às 7:45
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Número é 50% maior se comparado a 2018 - FOTO: Jc Imagem
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A projeção financeira do Santa Cruz para 2020 ainda não é a que o clube precisa, mas já inspira melhoras em relação ao primeiro ano da gestão Constantino Júnior. É o que garante o diretor jurídico coral, Frederico Dias. De acordo com o dirigente, o número que será divulgado no balanço do próximo ano será 50% a mais do faturamento em relação a 2018.

O dirigente atribuiu o aumento a dois fatores. Primeiro à filosofia de não antecipar cotas. Depois aos incrementos de renda gerados pelas premiações obtidas em competições deste ano e pelo trabalho da parte comercial do clube.

“E, aí, a gente vai ter em 2020 uma realidade um pouco melhor do que a que tivemos em 2019. Obviamente que são aumentos e mudanças pequenos, que dão um pouco mais de valores de organização para a temporada, mas que não são a mesma coisa de que se a gente tivesse tido um acesso à Série B, que aí estaríamos falando de um incremento de 60%, 70% do nosso faturamento. Mas esse planejamento vem sendo construído, nós temos as cotas dos nossos campeonatos, receitas com sócios, bilheteria, licenciamento”, comentou o diretor jurídico.

Além do Campeonato Pernambucano, que começa em janeiro, a equipe Coral vai disputar ainda a Copa do Nordeste, Copa do Brasil e a Série C do Campeonato Brasileiro. Às cotas dos torneios, deve ser incrementados patrocínios da camisa. A expectativa do clube é que os acertos sejam definidos o quanto antes.

PATROCÍNIO 

“Patrocínio nós estamos em busca de fechar já no começo do ano. No ano passado, só fechamos em março, mas estamos tentando fechar a partir de agora, de janeiro, para já iniciar a temporada. Já temos empresas interessadas, estamos em negociações finais para fechar já a camisa toda em dezembro e não em março.Isso vai permitir que a gente tenha uma receita que nos permita montar um time forte para conquistar os objetivos. O principal é o acesso”, disse.

Segundo o dirigente, todo esse cenário positivo no Santa Cruz foi construído graças a uma política de austeridade assumida pelo presidente Constantino Júnior. No primeiro ano de mandato, Tininho já não tinha cotas de competições a antecipar e decidiu seguir esta linha também em 2019.

“O presidente Constantino sofreu muito no começo de 2018, quando todas as cotas tinham sido adiantadas. Então, em 2018, nós não adiantamos cotas de 2019, apesar da dificuldade que foi o ano anterior. Isso refletiu no nosso orçamento. No nosso balanço, em torno de R$ 8,5 milhões, publicado agora em 2019, mas que permitiu que a gente trabalhasse este ano com as cotas integrais, o que nos deu muita estabilidade financeira para pagar em dia todas as obrigações, tanto com atletas, quanto com fornecedores. Que é um mantra do Santa Cruz: o resgate de credibilidade, resgate do mercado e hoje nós já passamos a ser vistos por atletas, agentes e fornecedores como um clube que paga as suas obrigações e está buscando voltar ao mercado com credibilidade”, concluiu Frederico Dias.

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