OPERAÇÃO TUMI

Polícia Federal prende falsos médicos

A ação combate crimes de falsidade documental, uso de documento falso e exercício ilegal de medicina

Estadão Conteúdo
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Publicado em 19/07/2016 às 15:50
Foto: Marcos Santos/ USP Imagens.
A ação combate crimes de falsidade documental, uso de documento falso e exercício ilegal de medicina - FOTO: Foto: Marcos Santos/ USP Imagens.
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A Polícia Federal prendeu falsos médicos na manhã desta terça-feira (19), na Operação Tumi, deflagrada no interior de São Paulo. A ação combate crimes de falsidade documental, uso de documento falso e exercício ilegal de medicina.

Segundo a PF, os investigados são dois irmãos que, embora não tenham completado o curso superior de graduação em Medicina, teriam obtido a inscrição para o exercício da profissão, mediante apresentação de diplomas falsos perante o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), os quais apontavam como especialidade a cirurgia médica.

A PF aponta que os falsos médicos atuavam desde 2012 na região de Avaré, no interior paulista, atendendo em hospitais públicos e no Samu - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

Os diplomas falsos, de acordo com a Federal, foram supostamente emitidos por universidade privada localizada na Bolívia e revalidados no Brasil, para a posterior apresentação junto ao Conselho Regional de Medicina, 'visando a obtenção fraudulenta de autorização para exercer a profissão médica'.

A falsidade dos documentos foi confirmada pela Justiça boliviana, por meio de pedido de cooperação jurídica internacional, informa a PF.

As penas para os crimes investigados variam de seis meses a seis anos de reclusão e multa.

Tumis eram facas que possuíam o formato da letra "T", um símbolo do Deus da medicina inca, utilizadas em diversos tipos de intervenções cirúrgicas, como por exemplo aquelas a fim de retirar ossos fraturados, pedaços de metal ou restos de armas dos crânios dos guerreiros feridos.

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