NATAL

Exército chega ao RN para conter onda de violência

Até a manhã desta quinta-feira (4) deve ser definido o esquema de distribuição das tropas federais

Estadão Conteúdo
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Publicado em 03/08/2016 às 15:44
Foto Ilustrativa: Guga Matos/JC Imagem
Até a manhã desta quinta-feira (4) deve ser definido o esquema de distribuição das tropas federais - FOTO: Foto Ilustrativa: Guga Matos/JC Imagem
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Cerca de mil homens do Exército chegaram na manhã desta quarta-feira (3) à cidade de Natal. O efetivo integra a tropa federal que atuará no patrulhamento ostensivo para coibir os ataques que vêm sendo realizados por facções criminosas em todo o Estado em represália à instalação de bloqueadores de sinal de celular em presídios. Até o início desta tarde, 90 ataques já haviam sido registrados pela Secretaria Estadual de Segurança. As ações de vandalismo atingem 33 municípios, incluindo a capital. 

Até a manhã desta quinta-feira (4) deve ser definido o esquema de distribuição das tropas federais. Nesta terça, durante entrevista coletiva, o governador Robinson Farias informou que os militares vão patrulhar as ruas, principalmente os corredores de ônibus e os locais de acesso aos pontos turísticos. A chegada do ministro da Defesa, Raul Jungmann, ao Estado foi adiada desta quarta para quinta-feira. 

Os homens que chegaram nesta quarta foram deslocados de batalhões sediados em João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba; Jaboatão dos Guararapes e Garanhuns, em Pernambuco; e também de Caicó, no interior do Rio Grande do Norte. Nesta quinta devem chegar 200 fuzileiros navais, da Marinha brasileira

Apesar da redução no ritmo dos ataques, os ônibus urbanos da região metropolitana continuam circulando com a frota reduzida. No início da manhã, o trabalho começou com 60% da frota em atividade e depois atingiu 70%. O recolhimento dos veículos está previsto para às 21h30, a exemplo do que vem acontecendo desde o início dos ataques. A redução do horário de funcionamento do sistema público de transporte desencadeou queixas da população.

Os prejuízos, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros, já chegam a R$ 4,7 milhões.

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