BOLSAS DE ESTUDOS

Capes vai ofertar 3,1 mil novas bolsas de estudo até 2020

Serão R$ 600 mi para bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado

Thalis Araújo
Thalis Araújo
Publicado em 11/09/2019 às 18:52
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Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
Serão R$ 600 mi para bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado - FOTO: Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
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A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vai ofertar em 2019 e 2020, 3.182 novas bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. A nova oferta foi negociada junto ao Ministério da Economia. Ao todo, R$ 600 milhões serão destinados a manutenção das bolsas vigentes e à oferta das novas bolsas. 

As novas bolsas fazem parte do montante de 5.613 que não seriam renovadas, conforme anúncio feito pelo governo no último dia 2. Com a garantia de mais recursos, a Capes voltou a garantir a oferta de parte delas.

Ministro da Educação

Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, as novas bolsas serão todas ofertadas em programas com notas 5, 6 e 7 - em uma escala que vai até 7 - nas avaliações da Capes. “São dos programas das melhores notas porque esses dão maior retorno para a sociedade”, disse nesta terça-feira (11) em coletiva de imprensa, o ministro Weintraub. 

“Como a gente não tinha a solução, a gente segurou. Encontramos a solução, estamos soltando 3.182 novas bolsas. As pessoas que já estavam fazendo pesquisa têm recursos para continuar recebendo até o final da pesquisa deles”, complementou.

Com o incremento de R$ 600 milhões, o orçamento da Capes para 2020, que estava previsto em R$ 2,48 bilhões, passa para R$ 3,05 bilhões, segundo o Ministério da Educação (MEC).

Cortes de bolsas de estudo neste ano

O governo Jair Bolsonaro anunciou o corte de mais 5.613 bolsas de pós-graduação que seriam ofertadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) a partir de setembro. O congelamento, que passa a vigorar a partir deste mês, soma-se a outras 6.198 bolsas que haviam sido bloqueadas no primeiro semestre de 2019. Ao todo, isso corresponde a 5,57% do total de vagas ofertadas pelo sistema neste ano. O bloqueio foi anunciado nesta segunda-feira, 2, pelo presidente da instituição, Anderson Ribeiro Correa, e é reflexo da redução do orçamento da instituição. Haviam sido reservados para este ano R$ 4,250 bilhões, dos quais R$ 819 milhões foram bloqueados.

Ao anunciar os números, Correa afirmou que o novo bloqueio representa R$ 544 milhões que deixam de ser investidos nas bolsas em quatro anos. O cálculo foi feito a partir do montante que seria investido em quatro anos. Não há informações se as bolsas atingidas agora serão retomadas.

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