ESTATÍSTICA

A maioria dos evangélicos brasileiros é feminina e negra, diz Datafolha

Segundo o Datafolha, 58% das mulheres são evangélicas, com maioria na região Norte; 59% dos fiéis são negros

Thalis Araújo
Thalis Araújo
Publicado em 13/01/2020 às 22:06
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Segundo o Datafolha, 58% das mulheres são evangélicas, com maioria na região Norte; 59% dos fiéis são negros - FOTO: Foto: Reprodução/Facebook
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Os homens podem até ser os pregadores mais conhecidos da religião evangélica, como, por exemplo, Edir Macedo, Silas Malafaia e RR Soares, mas a maioria dos evangélicos é feminina e negra. É o que aponta pesquisa realizada pelo Datafolha. As estatísticas mostram que a religião evangélica é a segunda mais predominante no País, perdendo apenas para o catolicismo. A pesquisa foi feita nos dias 5 e 6 de dezembro de 2019, com 2.948 entrevistados em 176 municípios do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Igrejas neopentecostais

Entre as congregações neopentecostais, segmento dentro do evangelho que contempla igrejas como a Universal do Reino de Deus e a Renascer em Cristo, a participação das mulheres chega a 69%. As mulheres nos templos evangélicos fica ainda mais perceptível se comparada com o catolicismo, que ainda é a maior religião do Brasil, embora em processo contínuo de retração (preferência de 90% nos anos 1980 e 50% hoje). Nessa fé são 51% mulheres e 49% homens.

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Ainda de acordo com a pesquisa, se somarmos os que se declaram pretos ou pardos, teremos 59% entre os evangélicos e 55% no âmbito católico. 36% são brancos no catolicismo, contra 30% do outro grande front cristão. Os jovens crentes, como o grupo se denomina, se dividem em porções de 19% e pareia com a média nacional, 18%. Os católicos desta faixa etária (16 a 24 anos) são mais escassos, ficando nos 13%.

A pesquisa mostra que, quanto mais velho for, maior é a chance de preferir o papa a um pastor. 25% do universo de pessoas com 60 anos ou mais segue a linha católica, e 16%, a evangélica.

Quanto às rendas familiares, não tem tanta diferença assim. Quase metade dos dois segmentos ganha até dois salários mínimos e 2% de cada um deles dizem viver com mais de 10 salários mínimos.

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