Ataque

Três reservatórios de petróleo pegam fogo em terminal na Líbia

Um primeiro reservatório pegou fogo na quinta-feira (25), depois de ser atingido por um projétil lançado pelos milicianos

Da AFP
Da AFP
Publicado em 26/12/2014 às 18:31
Foto: ABDULLAH DOMA / AFP
Um primeiro reservatório pegou fogo na quinta-feira (25), depois de ser atingido por um projétil lançado pelos milicianos - FOTO: Foto: ABDULLAH DOMA / AFP
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Três reservatórios de petróleo ardiam em chamas, nesta sexta-feira (26), no terminal de Al-Sedra, um dos mais importantes da Líbia, após combates entre forças do governo e milícias islâmicas na véspera - informou uma autoridade militar.

Um primeiro reservatório pegou fogo na quinta-feira (25), depois de ser atingido por um projétil lançado pelos milicianos durante o ataque aos terminais petroleiros do leste líbio - relatou à AFP o porta-voz da Segurança responsável por essas instalações, Ali Al-Hassi.

Depois, "o fogo se espalhou para outros dois reservatórios", afirmou Al-Hassi.

Segundo uma testemunha, nesta sexta, as chamas e espessas colunas de fumaça tomavam completamente os setores de Al-Sedra e de Ras Lanuf. O fogo já ameaçava outros reservatórios, fazendo temer uma catástrofe ambiental na região.

Outras testemunhas ouvidas pela AFP disseram ter visto, já na quinta-feira, chamas e fumaça saindo do reservatório, que teria sido atingido nessa mesma madrugada pelos milicianos da coalizão Fajr Libya.

Na quinta, Al-Hassi havia dito que as forças do governo conseguiram repelir a ofensiva da milícia e que, no confronto, quatro soldados morreram.

Uma calma precária reinava nesta sexta-feira nessa região do "crescente petroleiro", que inclui os terminais de Al-Sedra, Ras Lanuf e Brega - os mais importantes do país - e se tornou, há alguns dias, palco de confrontos entre as forças governamentais e as milícias do Fajr Libya.

O porta-voz da Companhia Nacional de Pétroleo da Líbia, Mohamed al-Harari, pediu aos combatentes que poupem as instalações petroleiras do país.

A Líbia vive um clima de caos desde a queda de Muamar Khadafi em 2011, após oito meses de conflito. Atualmente, o país tem dois governos que disputam o poder: um, ligado às milícias islamitas; e outro, reconhecido pela comunidade internacional.

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