Conflito

Irã salvou o governo de Bagdá durante ofensiva jihadista

O Irã forneceu armas aos combatentes curdos e enviou assessores militares para ajudar o exército iraquiano e as milícias xiitas iraquianas para enfrentar a ofensiva do EI

Da AFP
Da AFP
Publicado em 06/01/2015 às 10:57
Foto: ALI AL-SAADI / AFP
O Irã forneceu armas aos combatentes curdos e enviou assessores militares para ajudar o exército iraquiano e as milícias xiitas iraquianas para enfrentar a ofensiva do EI - FOTO: Foto: ALI AL-SAADI / AFP
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Teerã e um de seus generais de maior escalão foram cruciais para evitar o colapso do governo de Bagdá durante a ofensiva do grupo Estado Islâmico (EI) no ano passado, afirmou Hadi al Ameri, um deputado iraquiano que lidera uma milícia xiita de seu país.

"Se não fosse pela cooperação da República Islâmica do Irã e do general Suleimani, agora não teríamos um governo encabeçado por Haider al Abadi em Bagdá", afirmou Al Ameri, chefe da milícia Badr e antigo membro do governo iraquiano.

Ele fez esta declaração durante uma cerimônia em memória de um oficial da Guarda Revolucionária, a tropa de elite iraniana, morto em dezembro por jihadistas.

O Irã forneceu armas aos combatentes curdos e enviou assessores militares para ajudar o exército iraquiano e as milícias xiitas iraquianas para enfrentar a ofensiva do EI iniciada em junho passado.

Apesar desta ajuda, a República Islâmica sempre negou ter tropas terrestres no Iraque e não foi convidada a fazer parte da coalizão internacional antijihadista liderada pelos Estados Unidos.

O Irã, de maioria xiita como seu vizinho iraquiano, considera que a segurança do Iraque é crucial e tenta conter a ofensiva dos jihadistas sunitas.

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