Execução

Parentes visitam australianos no corredor da morte na Indonésia

No corredor da morte desde 2006, os australianos foram condenados como integrantes do chamado Grupo dos Nove, que se dedicava ao tráfico de heroína da ilha de Bali para a Austrália

Da ABr
Da ABr
Publicado em 09/03/2015 às 8:41
Foto: BAY ISMOYO / AFP
No corredor da morte desde 2006, os australianos foram condenados como integrantes do chamado Grupo dos Nove, que se dedicava ao tráfico de heroína da ilha de Bali para a Austrália - FOTO: Foto: BAY ISMOYO / AFP
Leitura:

Parentes de dois australianos condenados por tráfico de droga, que se encontram no corredor da morte na Indonésia, vão visitá-los nesta segunda-feira (9) pela primeira vez na ilha onde serão executados em breve.

Myuran Sukumaran e Andrew Chan, no corredor da morte desde 2006, condenados como integrantes do chamado Grupo dos Nove, que se dedicava ao tráfico de heroína da ilha de Bali para a Austrália, devem ser executados dentro de pouco tempo pelo pelotão de fuzilamento.

Eles tiveram recentemente negados os pedidos de clemência presidencial, que são normalmente a última alternativa para evitar a execução.

Os dois homens, na faixa dos 30 anos, foram transferidos na semana passada da prisão em Bali para a ilha de Nusakambangan.

A Austrália faz uma campanha diplomática para tentar impedir as execuções.

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, fez um novo apelo nesta segunda-feira. “É óbvio que respeitamos a soberania e o sistema [judiciário] da Indonésia, (…), mas consideramos justo e apropriado que o país olhe para os seus interesses a longo prazo e para os seus valores”.

Os parentes dos dois cidadãos australianos chegaram esta manhã, a Cilacap, a cidade portuária de Java que representa a porta de entrada para Nusakambangan. Acompanhados por representantes consulares, eles devem passar várias horas na ilha antes de regressar à cidade.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias