Violência

Paquistão liberta cérebro dos atentados de Mumbai em 2008

Libertação de Lakhvi, por ordem da justiça paquistanesa, pode aumentar novamente a tensão entre Paquistão e Índia

Da AFP
Da AFP
Publicado em 10/04/2015 às 8:17
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Atualizada às 09h26

O Paquistão libertou o suposto cérebro dos atentados de Mumbai em 2008, que mataram 166 pessoas, anunciaram fontes penitenciárias. A libertação é um "insulto" para as vítimas, reagiu o porta-voz do ministério indiano do Interior. 

Zakiur Rehman Lakhvi, considerado pela Índia o cérebro do ataque contra vários pontos de Mumbai, incluindo um hotel de luxo, foi libertado sob fiança e está em um local secreto por motivos de segurança, de acordo com as fontes.

"Recebemos os documentos que autorizam a libertação na quinta-feira à noite e ele saiu da prisão de Adiala", perto da capital Islamabad, declarou à AFP uma fonte da administração penitenciária, que pediu anonimato.  Uma fonte da Jamaat-ud-Dawa (JuD), uma organização islamita influente do Paquistão, confirmou a notícia à AFP.

"Ele foi libertado e está em um local que não podemos revelar por motivos de segurança", afirmou a fonte da JuD, que a Índia suspeita que participou nos atentados de Mumbai.  

A justiça paquistanesa havia ordenado diversas vezes a libertação nos últimos meses desta saga político-judicial, que aumentou as tensões entre Paquistão e Índia, que sempre foi contrária à libertação.

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