Bagdá

EUA: general do Irã preparava 'ação importante' contra vidas americanas

Governo também acusa general iraniano de aprovar os protestos na embaixada americana em Bagdá

Ana Gabriela Lima
Ana Gabriela Lima
Publicado em 03/01/2020 às 11:15
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Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP
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O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Mike Pompeo, afirmou nesta sexta-feira que o comandante militar iraniano Qasem Soleimani, morto em um bombardeio americano em Bagdá, planejava uma ação iminente que ameaçava a vidas de centenas de americanos.

"Estava ativamente tramando na região para tomar ações, uma ação importante, como ele mesmo descreveu, que teria colocado dezenas, ou centenas, de vidas americanas em perigo", disse Pompeo ao canal CNN. 

"Sabemos que era iminente", completou, sem revelar detalhes sobre a suposta operação planejada.

'Retaliação severa'

O Irã prometeu "retaliação severa" aos Estados Unidos após a morte do comandante das Forças Quds, uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã, o general Qassem Soleimani, em um bombardeiro no Aeroporto Internacional de Bagdá.

A televisão estatal iraniana chamou a ordem de Trump de matar o general iraniano de "o maior erro de cálculo dos EUA" desde a Segunda Guerra. "O povo da região não permitirá mais que os americanos fiquem", afirmou.

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Iranianos choram durante protesto contra a morte de Qasem Soleimani - Foto: ATTA KENARE / AFP
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No Paquistão, protestantes queimam a bandeira dos Estados Unidos - Foto: Aamir QURESHI / AFP
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Na Índia, protestante segura imagem do presidente iraniano Hassan Rouhani em ato contra os EUA - Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP
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Mulheres iranianas participam de protesto contra 'crimes americanos' no Teerã - Foto: ATTA KENARE / AFP
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Bandeira dos Estados Unidos posta no chão para os carros passarem em Bagdá, capital do Iraque - Foto: AHMAD AL-RUBAYE / AFP
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No cartaz, o poderoso general Qasem Soleimani, morto em bombardeio dos Estados Unidos nessa quinta - Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP
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Protesto na Índia, Ásia - Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP
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Protestantes seguram cartazes contra EUA e Israel após ataque que provocou morte do general iraniano - Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP

Soleimani, general iraniano morto no bombardeio

O poderoso general Qasem Soleimani, que morreu nesta quinta-feira (2) em Bagdá aos 62 anos em um bombardeio americano, era uma das pessoas mais populares do Irã e um temido adversário dos Estados Unidos e de seus aliados. 

Comandante da Força Qods da Guarda Revolucionária, responsável pelas operações da República Islâmica no exterior, este personagem carismático exerceu uma grande influência nas negociações políticas a partir de 2018 para a formação de um governo no Iraque.

Para seus apoiadores e para os críticos, Soleimani, que desempenhou um papel importante na luta contra as forças jihadistas, é o homem chave da influência iraniana no Oriente Médio, onde reforçou o peso diplomático de Teerã, sobretudo no Iraque e na Síria, dois países em que os Estados Unidos estão envolvidos militarmente.

Embaixada dos EUA pede aos seus cidadãos que abandonem o Iraque

A embaixada norte-americana em Bagdá, atacada na terça-feira por pró-iranianos, apelou hoje (3) aos seus cidadãos que deixem o Iraque "imediatamente". O pedido foi divulgado poucas horas depois do assassinato do general iraniano Qassem Soleimani numa operação dos Estados Unidos.

A representação diplomática dos EUA pediu aos norte-americanos no Iraque "que partam de avião o mais rápido possível" ou saiam "para outros países por via terrestre".

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