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Janot atua mais como advogado do Planalto do que como procurador-geral, diz Cunha

Janot solicitou ao STF o afastamento de Cunha, listando uma série de eventos que indicam suposta prática de 'vários crimes de natureza grave'

Giovanna Torreão
Giovanna Torreão
Publicado em 17/12/2015 às 22:18
Foto: Câmara dos Deputados
Janot solicitou ao STF o afastamento de Cunha, listando uma série de eventos que indicam suposta prática de 'vários crimes de natureza grave' - Foto: Câmara dos Deputados
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O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quinta-feira (17) que Rodrigo Janot está atuando mais como advogado do Palácio do Planalto do que como procurador-geral da República. Para o peemedebista, os 11 pontos colocados por Janot para pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) seu afastamento do cargo de deputado federal - e, consequentemente, da presidência da Casa - são "absolutamente ridículos". 

Nesta quarta-feira (16), Janot solicitou ao STF o afastamento de Cunha, listando uma série de eventos que, de acordo com o procurador, indicam suposta prática de "vários crimes de natureza grave" com uso do cargo a favor do deputado, integração de organização criminosa e tentativa de obstrução das investigações criminais. Segundo a Procuradoria, as ações de Cunha para interferir na investigação e no processo de apuração interna no Conselho de Ética da Casa, onde é alvo de processo por quebra de decoro parlamentar, são "evidentes e incontestáveis".

"O procurador-geral da República está funcionando mais como advogado do Planalto do que como procurador-geral da República", afirmou Cunha em entrevista coletiva. O peemedebista voltou a afirmar que Janot tentou desviar o foco da mídia do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. "Os 11 pontos colocados por ele para pedir meu afastamento são absolutamente ridículos", disparou.

 

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