PROTESTOS

Renan é alvo comum de atos opostos em São Paulo

A prisão de Renan foi reivindicada por atos diferentes que pediam o ''fim do governo golpista e machista'' e a prisão de Lula nesse domingo (23)

Estadão Conteúdo
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Publicado em 24/10/2016 às 11:19
Foto: Agência Brasil
A prisão de Renan foi reivindicada por atos diferentes que pediam o ''fim do governo golpista e machista'' e a prisão de Lula nesse domingo (23) - FOTO: Foto: Agência Brasil
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Dois grupos de pensamentos políticos antagônicos ficaram no último domingo (23), na Avenida Paulista, em São Paulo, frente à frente em manifestações que, de um lado, pediam o "fim do governo golpista e machista" e, do outro, a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A única unanimidade foi o presidente do Senado, Renan Calheiros, cuja prisão era reivindicada por ambos os lados. 

O encontro ocorreu por volta das 16h30. O grupo liderado pelo Nas Ruas realizava um ato no lado ímpar da Paulista, em frente ao parque Trianon. Cerca de 100 pessoas se manifestavam em apoio à Operação Lava Jato, pelo fim do foro privilegiado e contra o projeto sobre abuso de autoridade que tramita no Congresso.

O grupo inflou dois bonecos gigantes, um com a imagem de Lula, apelidado de Pixuleco, e outro retratando Renan, que recebeu o apelido de Canalheiros.

"Nesta semana aconteceu uma coisa muito importante, que foi a prisão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. E o Renan só não foi também porque tem foro privilegiado", disse a coordenadora do grupo Nas Ruas, Carla Zambelli, uma das organizadoras do ato.

Isolamento

Do outro lado da Rua, debaixo do vão do Masp, militantes ligados à União Brasileira das Mulheres, o núcleo de mulheres da União da Juventude Socialista (UJS) e o coletivo feminino Athenas se preparavam para um ato contra o feminicídio, chamado "Nenhuma a menos". Elas iniciaram o manifesto gritando palavras de ordem como "golpistas, machistas, não passarão" e ouviram "Fora PT" como resposta. 

Por cerca de 20 minutos, os dois grupos ficaram frente à frente, trocando vaias, gritos de ordem e até alguns insultos, mas não houve registro de agressão física de nenhum dos lados. Um cordão de isolamento formado por cerca de 50 policiais militares separou os dois grupos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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