'Gilmar Mendes declarou guerra contra o Brasil', diz procurador da Lava Jato

O procurador da Lava Jato, Carlos Fernando, criticou nas redes sociais a decisão tomada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) onde concedeu o habeas corpus de Garotinho
JC Online
Publicado em 21/12/2017 às 8:58
O procurador da Lava Jato, Carlos Fernando, criticou nas redes sociais a decisão tomada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) onde concedeu o habeas corpus de Garotinho Foto: Foto: Diego Nigro / JC Imagem


O Procurador da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, usou as redes sociais para criticar novamente uma decisão de Gilmar Mendes, dessa vez como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que concedeu habeas corpus ao ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PR). Para Carlos Fernando, com a decisão, Gilmar Mendes declarou "guerra aberta contra o Brasil".

Garotinho foi preso em novembro sob acusação de crimes como corrupção, participação em organização criminosa e falsidade na prestação de contas eleitorais entre os anos 2009 e 2016. A prisão foi pedida pelo Ministério Público Eleitoral do Rio de Janeiro (MPE-RJ), decretada pelo juiz da 100ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes, Glaucenir Silva de Oliveira, e mantida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-RJ).

Exercendo o papel de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes se envolveu em outras polêmicas de decisões tomadas na Lava-Jato. As últimas foram sobre as que beneficiaram a ex-primeira-dama do Rio Andriana Ancelmo, o governador do Paraná Beto Richa PSDB e outros quatro parlamentares.

Na última segunda-feira (18), em uma decisão individual, Gilmar Mendes atendeu ao pedido de defesa de Adriana Ancelmo, que estava presa desde 23 de novembro, e converteu a prisão preventiva dela em prisão domiciliar.

A outra decisão foi a suspensão do inquérito em que Beto Richa (PSDB) é investigado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelos crimes de caixa dois, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Outras decisões

Todas essas decisões foram duramente criticadas pelo procurador Carlos Fernando. "Infelizmente, há muito tempo Gilmar Mendes, aquele que se acha supremo, simplesmente faz o que quer", escreveu após Gilmar mandar soltar o empresário do ramo de transportes do Rio Jacob Barata Filho.

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