Reforma

'Governo está confortável', diz líder do PSL sobre saída de estados e municípios da Previdência

Major Vitor Hugo ainda disse que acredita na 'competência' dos gestores estaduais e municipais para liderar construção de reformas locais

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Bolsonaro ponderou que indica o major Vitor Hugo ao MEC geraria críticas por ter mais um militar no governo. - FOTO: Foto: Reprodução/Facebook
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Em reunião da Comissão Especial para debater a reforma da Previdência, nesta terça-feira (18), o líder do PSL na Câmara dos Deputados, major Vitor Hugo, afirmou que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) estaria 'confortável' com a retirada dos estados e municípios da proposta. Segundo ele, a decisão traria votos a favor para o relatório. 

"O governo está confortável com a ideia da retirada dos estados e municípios. Como parece, traz votos para esse relatório, muito bem construído. Até porque vivemos em um confederação que a União é autônoma, que os estados são autônomos", comentou. 

Durante o seu momento de fala, o líder ainda disse que acredita na 'competência' dos gestores estaduais e municipais para liderar construção de reformas locais. "Nós sabemos da liderança, da competência e do engajamento dos governadores, dos deputados estaduais, e com certeza, dos prefeitos e vereadores para a construção de propostas de reformas das suas previdências que estão adaptadas a suas realidades locais e regionais", anunciou o major, que continua seu argumento dizendo que a saída dos estados e municípios não "afetaria a economia". 

Na apresentação do relatório no último dia 12, o relator Samuel Moreira (PSDB-SP), afirmou que deixou de fora os estados e municípios por falta de apoio dos parlamentares e que isso poderia colocar em risco a matéria. 

Já o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), afirmou considerar mais plausível que Estados e municípios possam ser reincluídos na reforma da Previdência quando a proposta for votada no plenário da Casa do que na comissão especial que analisa a matéria.

Assista ao debate ao vivo:

 

 

Data da votação

Maia destacou que os debates em torno da reforma acontecerão na nesta semana na comissão especial, que deve votá-la no dia 27 de junho.

Questionado sobre quando a proposta poderá ser aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado, o presidente brincou: "Se eu tivesse capacidade de responder, jogaria na mega-sena".

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