SATISFAÇÃO

Bolsonaro diz estar satisfeito com desempenho de ministro Ricardo Salles

O ministro chegou a ser vaiado, recentemente, num evento sobre mudanças climáticas, em Salvador

Estadão Conteúdo
Cadastrado por
Estadão Conteúdo
Publicado em 31/08/2019 às 18:13
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ministro chegou a ser vaiado, recentemente, num evento sobre mudanças climáticas, em Salvador - FOTO: Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Leitura:

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse neste sábado (31) estar ''satisfeito'' com o desempenho do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. O governo virou alvo de críticas em âmbito nacional e internacional pelo aumento das queimadas na região da Amazônia.

Recentemente, o ministro chegou a ser vaiado em evento sobre mudanças climáticas em Salvador. Salles havia sido convidado para fazer o discurso de abertura na Semana Latino-Americana e Caribenha, em 21 de agosto.

Além das vaias, os protestos na ocasião incluíram faixas e gritos contra a condução do governo na área ambiental. Apenas algumas pessoas aplaudiram o ministro.

Bolsonaro participou neste sábado de um churrasco no quartel-general do Exército, em Brasília. Pouco depois de entrar, o presidente mandou os seguranças convidarem um grupo de jornalistas e motoristas da imprensa que o esperavam na porta para participar do evento. 

Ele conversou por cerca de uma hora e meia com seis jornalistas. Os profissionais não puderam gravar a conversa e foram orientados a deixar os celulares do lado de fora.

Investimentos

O presidente disse ainda que recebeu indicativos de estrangeiros de que haveria US$ 1 bilhão para investimentos em Angra dos Reis, a depender de mudanças na legislação ambiental.

Bolsonaro já declarou querer fazer de Angra uma "Cancún brasileira". Para isso, ele falou em revogar a criação da Estação Ecológica de Tamoios.

Na região de Tamoios, Bolsonaro foi multado em R$ 10 mil em 2012, quando era deputado. Estava em um barco com material de pesca, prática vetada na região. Negou irregularidades e recorreu. 

No fim de 2018, o Ibama anulou a multa, depois que a Advocacia-Geral da União alegou falta de amplo direito de defesa, e reiniciou o processo. A punição prescreveu em 2019.

Últimas notícias