DESASTRE AMBIENTAL

'O pior ainda está por vir', diz Bolsonaro sobre manchas de óleo

O presidente reiterou que todos os indícios levam para o derramamento tenha sido feito pelo cargueiro grego, de forma criminosa

Estadão Conteúdo
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Publicado em 04/11/2019 às 9:31
Foto: Ülari Tomson/ Marine Traffic
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O volume de petróleo que chegou às praias do Nordeste e foi recolhido até agora representa apenas uma pequena quantidade do que foi derramado, "então, o pior ainda está por vir". A declaração foi dada pelo presidente Jair Bolsonaro, durante entrevista veiculada na noite deste domingo (3) na TV Record. "Temos um anúncio de uma catástrofe ainda maior que está para acontecer por causa desse vazamento que, pelo que tudo parece, foi criminoso", acrescentou. No entanto, o presidente não apresentou nenhum estudo técnico que embasasse a fala.

O presidente comentou sobre a possibilidade de nem todo o óleo derramado chegar às praias brasileiras, "se bem que, as correntes, tudo indica, foram para a costa do Brasil" admitiu. "Ele pode ter passado pelo Brasil e retornado para costa africana e para outro local qualquer", sugeriu. Bolsonaro reiterou que todos os indícios levam para o derramamento tenha sido feito pelo cargueiro grego, de forma criminosa. "Falta apenas bater o martelo", disse.

Foto: Litsa Vroutsi-Sanoudou/ Marine Traffic
Bouboulina, de origem grega, em Piraeus, próximo a Atenas - Foto: Litsa Vroutsi-Sanoudou/ Marine Traffic
Foto: Mats Klevtorp/ Marine Traffic
A embarcação responsável pelo derramamento de óleo em Helsingborg, cidade portuária da Suécia - Foto: Mats Klevtorp/ Marine Traffic
Foto: Brian Maniglia/ Marine Traffic
Navio no Rio Delaware, nos Estados Unidos - Foto: Brian Maniglia/ Marine Traffic
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Bouboulina no Golfo da Finlândia - Foto: Ülari Tomson/ Marine Traffic
Foto: Nikoka Vouras/ Marine Traffic
Navio Bouboulina em São Sebastião, em São Paulo - Foto: Nikoka Vouras/ Marine Traffic
Foto: Cláudio Ritossa/ Marine Traffic
Bouboulina no Trieste, nordeste da Itália - Foto: Cláudio Ritossa/ Marine Traffic
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A embarcação também esteve em Gibraltar, na costa sul da Espanha - Foto: Huw/ Gibby/ Marine Traffic
Foto: Cesar T. Neves/ Marine Traffic
Bouboulina em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro - Foto: Cesar T. Neves/ Marine Traffic
Foto: Piet Verspui/ Marine Traffic
Bouboulina em Callandkanaal Rott, nos Países Baixos - Foto: Piet Verspui/ Marine Traffic
Foto: Leo Noordij/ Marine Traffic
Navio Bouboulina em Roterdã, na província da Holanda do Sul - Foto: Leo Noordij/ Marine Traffic

>>> Saiba mais: Conheça a Delta Tankers, empresa responsável por navio suspeito de vazar óleo no Nordeste

Principal suspeito

Na semana passada, a Polícia Federal informou que a partir da localização da mancha inicial de petróleo cru, a aproximadamente 700 quilômetros da costa brasileira, foi possível identificar um único navio petroleiro de origem grega que navegou pela área suspeita entre os dias 28 e 29 de julho, datas em que se suspeita que o derramamento tenha ocorrido. O presidente também disse que quando as manchas começaram a aparecer na praias da Paraíba, em 2 de setembro, ninguém imaginava o tamanho da catástrofe, mas Forças Armadas, Ibama, ICMBio, prefeituras e voluntários passaram a atuar na limpeza das praias.

"Conforme foram avolumando a quantidade de óleo, outras medidas foram tomadas", disse o presidente, tentando rechaçar as críticas de que o governo demorou a tomar atitude para combater as manchas.

Veja o avanço do óleo no Nordeste

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