homenagem

Alexandre Severo e Marcelo Lyra tinham mais do que a capacidade técnica de registrar o imediato

Fotógrafos morreram em tragédia que resultou na morte do presidenciável Eduardo Campos

Mateus Araújo e Anneliese Pires
Mateus Araújo e Anneliese Pires
Publicado em 13/08/2014 às 17:04
Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Mais do que a capacidade técnica de registrar o imediato. Muito mais do que isso. A capacidade humana e genial de enxergar as tantas urgências, belezas e dores que haviam diante da lente, que estavam diante dos olhos. Para eles, não eram personagens; eram pessoas sendo fotografadas. No entanto, nesta quarta-feira, as cores mudaram de tom. O colorido ficou opaco. Pernambuco perdeu dois dos seus grandes fotógrafos: Alexandre Severo e Marcelo Lyra, profissionais premiados local e nacionalmente, mortos no acidente que também vitimou o candidato à presidência Eduardo Campos, em São Paulo. Lyra e Severo integravam a equipe da campanha política do socialista ex-governador do Estado.

Acidente mata craques como Carlos Percol e Alexandre Severo

Na casa Estrela, residência do fotógrafo Rafael Medeiros, amigos de Alexandre Severo e Marcelo Lyra, vítimas do desastre aéreo ocorrido em Santos nesta quarta-feira, reuniram-se, ainda perplexos. Entre um copo de cerveja e outro, colocaram a dor para fora da forma que mais lhe cabiam: juntos, relembrando histórias, enumerando trabalhos executados pelos dois.

Veja fotos de Alexandre Severo no JC:

Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial Os Sertões - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial Os Sertões - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial Os Sertões - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial Os Sertões - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial Os Sertões - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial Os Sertões - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial Os Sertões - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial Os Sertões - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial Os Sertões - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Com a equipe de trabalho: Reginaldo Araújo e Fabiana Moraes - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Com a equipe de trabalho: Reginaldo Araújo e Fabiana Moraes - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem
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Especial À Flor da pele, sobre albinos em Olinda - Foto: Alexandre Severo/JC Imagem

 

Alexandre Severo foi aluno de Alcir Lacerda. Ele começou a vida profissional de fotojornalismo no Jornal do Commercio, como estagiário da Agência JC Imagem, em 17 de agosto de 2004, onde trabalhou até novembro de 2011. É vencedor de prêmios nacionais e internacionais de fotografia e autor de imagens de especiais como Os Sertões. Há três anos, Severo se mudou para São Paulo. “Estive com Severo sábado, e nos falamos por mensagem, novamente, ontem. Ele estava muito feliz por trabalhar na campanha. Me disse isso. Fazia tempo que ele sonhava em estar nesta campanha. E também estava cheio de planos”, diz a fotógrafa Hélia Scheppa, amiga há 20 anos.

Beto Figueiroa, outro grande amigo falou do jeito carinhoso de Severo. “Ele era só amor, falava com você beijando. Tinha uma cabeça gigante. De tanto ele pensar e de tanto conhecimento, certamente, a carta dele, se não fosse essa de hoje, estaria marcada para ele ser um grande mestre da arte e da fotografia”, declarou.

Marcelo Lyra,  atestam os amigos, era um ser inquieto, e essa era sua maior qualidade. “Marcelo era 180 por hora tava sempre na frente de tudo. Quando a gente pensava em inventar alguma coisa ele já tinha misturado duas coisas, já tinha botado no papel, feito projeto e botado no Funcultura”, falou Beto. “Meu envolvimento com Marcelo Lyra foi quando ele fez umas fotos do Balé Popular do Recife, acho que no Festival de Dança do Recife. Não o conhecia, e quando vi disse ‘cara você é muito bom’. A gente tinha muita dificuldade para achar bom fotógrafo para dança, sempre brincalhão. O grande artista não morre nunca. As fotos dele vão durar para sempre”, falou  Leidson Ferraz, ator e produtor cultural.

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