Eleições

Doações da OAS para campanhas do PSB em Pernambuco crescem desde 2010

Construtora do Grupo OAS é investigada pela Polícia Federal suspeita de integrar um esquema de corrupção usado para irrigar campanhas políticas no Estado

JC Online
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Publicado em 23/06/2016 às 15:41
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Construtora do Grupo OAS é investigada pela Polícia Federal suspeita de integrar um esquema de corrupção usado para irrigar campanhas políticas no Estado - FOTO: Foto: JC Imagem
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Suspeita integrar um esquema de corrupção que teria alimentado campanhas políticas no Estado desde 2010, a construtora OAS aparece como importante doadora de recursos nas prestações de contas eleitorais de pelo menos três políticos pernambucanos: do ex-governador Eduardo Campos - vítima de um acidente aéreo -, do governador Paulo Câmara e do prefeito do Recife, Geraldo Julio, todos dos PSB. Segundos dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os valores investidos pela companhia nas campanhas de Eduardo para governador em 2010 e para presidente em 2014, além do montante repassado para as campanhas de Geraldo, em 2012, e de Paulo, em 2014, ultrapassam os R$ 5 milhões.


Nas prestações de contas das campanhas é possível verificar também um crescimento expressivo no investimento da OAS nas campanhas do PSB em Pernambuco. Em 2010, por exemplo, uma doação de R$ 300 mil foi registrada na declaração de Eduardo Campos ao TSE, quando este concorreu ao governo do Estado. Em 2014, quando o candidato ao mesmo cargo foi Paulo Câmara, o atual governador recebeu R$ 3,5 milhões da companhia.

As contas dos políticos revelam ainda que a campanha do prefeito Geraldo Julio foi irrigada com R$ 500 mil oriundos da OAS, uma das maiores doações recebidas pelo candidato.

Sobre o tema, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que ainda não comandava a legenda no período em que as doações foram feitas e que, por isso, não saberia informar detalhes a respeito dos repasses. Apesar disso, Siqueira afirmou que, além da OAS, várias empresas fizeram doações para estas campanhas e que tudo foi registrado e comunicado ao TSE. O presidente ainda disse que confia na correção de Eduardo Campos.

Procurada pela reportagem, a OAS informou que não vai se posicionar sobre o tema.

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