Alepe

Alepe amplia representação feminina

Casa legislativa passou a ter dez deputadas

Anna Tenório
Anna Tenório
Publicado em 01/02/2019 às 20:46
Alexandre Gondim/JC Imagem
Casa legislativa passou a ter dez deputadas - FOTO: Alexandre Gondim/JC Imagem
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Dez deputadas estaduais tomaram posse na Assembleia Legislativo de Pernambuco (Alepe), na tarde desta sexta-feira (1º). Na última legislatura, a casa tinha seis cadeiras ocupadas por mulheres. A deputada estadual Gleide Ângelo (PSB), foi a parlamentar mais votada da Alepe, tendo abocanhado sozinha mais de 412 mil votos. 

Apesar da ampliação de cadeiras, a deputada Gleide avalia que ainda existe muito a ser feito. "A minha pauta prioritária é a área de segurança pública, eu venho de segurança, agora com um foco maior na área de violência doméstica, familiar e contra a mulher. Porque é uma violência que precisa de um olhar diferenciado".

Na assembleia, Gleide pleiteia a comissão da mulher. E, Segundo ela, seu nome já está sendo ventilado para o posto. "Sim, presidência da comissão da mulher, esse é o meu objetivo. Porque tem tudo a ver. Porque eu trabalho todos esses anos no enfrentamento a violência, o meu pleito é ser presidente da comissão de defesa dos direitos da mulher", confirmou. 

Durante seu discurso como candidata a vice-presidente na mesa diretora, a deputada estadual reeleita, Simone Santana, ressaltou o seu apreço pela meritocracia, através da sua atuação como médica, presidente da Comissão da Mulher, onde atuou com a comissão itinerante. Também falou da possibilidade de Pernambuco ter, além da primeira vice-governadora, a primeira vice-presidente da Alepe.

Coletivo

O juntas, "mandata" coletiva do PSOL, já mostrou como deve ser a organização da atuação do grupo. Enquanto esperavam para votar nos candidatos a mesa diretora, o grupo se reuniu no canto do plenário para discutir as opções. Também no momento da posse, todas deram as mãos e subiram juntas a tribuna para serem oficializadas deputadas.

"A gente veio das ruas. A gente veio dos movimentos de luta. A gente veio dos movimentos sociais porque a gente cansou de não estar na política institucional. Aqui não tem filho de num sei quem, mulher de não sei quem. Nada disso. A gente vem das lutas que a gente já faz no cotidiano há muitos anos", disse Joelma Carla, que representa a candidatura das cinco no plenário.

Com informações das repórteres Luisa Farias e Maria Eduarda Bravo

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