De olho em 2020

DEM vai lançar candidatura coletiva para a Câmara do Recife

A candidatura coletiva 'Nossa Voz' é formada por cinco moradores da comunidade do Coque e vai definir o representante nas urnas através de uma pesquisa

Luisa Farias
Luisa Farias
Publicado em 14/10/2019 às 17:27
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Foto: Divulgação
A candidatura coletiva 'Nossa Voz' é formada por cinco moradores da comunidade do Coque e vai definir o representante nas urnas através de uma pesquisa - Foto: Divulgação
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Seguindo o movimento de formação de mandatos coletivos no legislativo brasileiro, um grupo de moradores da comunidade do Coque, na área central do Recife, se organiza para lançar a primeira candidatura coletiva para concorrer pelo DEM a uma vaga na Câmara de Vereadores nas eleições municipais de 2020. Chamado de “Nossa Voz”, o grupo é formado pelos agentes comunitários Louro Fernandes e Moises da Silva, a agente de saúde Kátia da Silva, o coordenador do Plano de Regularização das Zonas Especiais de Interesse Social (Prezeis) do Coque, Didiu do Prezeis e Dimas Francisco. 

O grupo ainda não definiu qual dos integrantes será o candidato registrado, ou seja, a pessoa que terá poder exercer oficialmente as atribuição do vereador, caso eles sejam eleitos. Eles pretendem realizar uma pesquisa que irá servir de base da escolha. A intenção é de anunciar o representante em janeiro do ano que vem. 

O presidente estadual do DEM, Mendonça Filho, abonou as fichas de filiação dos integrantes do grupo nesta segunda-feira (14). “Uma honra ter esse grupo conosco, é a voz do povo se fazendo presente,  discutindo políticas públicas da cidade”, disse Mendonça. Segundo ele, o partido já tem mais de 35 pré-candidatos a vereador do Recife. Atualmente o partido não possui representantes na Câmara Municipal do Recife. 

O “Nossa Voz” foi criado dentro do bairro do Coque, mas tem capilaridade em outros bairros adjacentes, a exemplo do Pina, Cabanga, Roda de Fogo e Coelhos. “É a nossa ansiedade poder contribuir para uma cidade mais justa, mais igualitária  e alcançar pessoas de outras comunidades também”, diz Louro Fernandes. 

Kátia da Silva ressalta que o grupo tem conhecimento sobre as demandas dos recifenses por estar inserido na comunidade. “Nosso objetivo é trazer qualidade de vida pro nosso povo que é muito carente e que precisa”, afirmou Katia da Silva. 

Dimas lembra que a comunidade do Coque nunca teve um representante na Câmara. “O nosso grupo veio para mudar essa história”, projeta. 

“A gente chegando vai trazer coisas novas não só pro nosso Coque, mas para todo o Recife”, afirma Didiu do Prezeis. “Nós estamos aqui para que não precise mais ninguém falar por nós, por isso o ‘Nossa Voz’ estará presente dentro da comunidade e da cidade do Recife fazendo história”, conta Moises da Silva. 

Mandatos coletivos

Em Pernambuco, só há um mandato coletivo atuando. É o das Juntas (PSOL) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), formado por cinco mulheres: a ambulante Jô Cavalcanti (PSOL), a advogada trans Robeyoncé Lima, a jornalista Carol Vergolino, a professora Kátia Cunha e a estudante Joelma Carla. A primeira experiência de mandatos coletivos no Brasil surgiu em 2016, quando uma chapa formada por cinco pessoas foi eleita para a Câmara Municipal de Alto Paraíso, em Goiás. Outro grupo em Minas Gerais, o "Gabinetona", possui uma experiência coletiva com representantes na Câmara Municipal de Belo Horizonte (vereadoras Cida Falabella e Bela Gonçalves), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (com Andreia de Jesus) e na Câmara dos Deputados (com Áurea Carolina). 

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