Comércio

Pernambucanos estão dispostos a gastar na Black Friday 2021

Segundo pesquisa da Fecomércio-PE, 58,2% dos consumidores vão fazer compras no período das promoções

Edilson Vieira
Edilson Vieira
Publicado em 10/11/2021 às 16:52
Rovena Rosa/AGÊNCIA BRASIL
EXPECTATIVA O ticket médio de gastos deste deverá ser maior, ficando em R$ 1.377; vacinação avançada do público deixa comerciante otimistas - FOTO: Rovena Rosa/AGÊNCIA BRASIL
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A maioria dos pernambucanos está disposta a comprar na Black Friday. É o que mostra a "sondagem de opinião do Black Friday 2021" da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE). O ticket médio deste ano também será maior, ficando em R$ 1.377, segundo o estudo. O levantamento foi realizado entre os dias 06 e 15 de outubro, envolvendo 788 consumidores e 721 estabelecimentos do varejo e dos serviços de alimentação, nos principais pontos de fluxo do comércio da Região Metropolitana do Recife, Agreste e Sertão.

“O objetivo da pesquisa é prover informações relevantes às empresas do comércio varejista e dos serviços de alimentação em Pernambuco a respeito do perfil de consumo e das expectativas referentes a este período de aquecimento das vendas”, explica o assessor econômico da Fecomércio-PE, Ademilson Saraiva.

EXPECTATIVA

A intenção de realizar compras na Black Friday 2021, se mostra mais promissora que a atitude tomada em 2020: 63,6% não participaram do período de promoções no ano passado e 58,2% pretendem aproveitá-lo no ano corrente. O gasto médio com as compras durante a Black Friday, por consumidor, foi estimado em R$ 1.377.

A lista de itens a serem procurados na Black Friday é bastante diversificada. Destacam-se na opinião dos consumidores os produtos de uso pessoal, como as roupas e acessórios (38,1%), calçados (17,6%), smartphones e tablets (16,6%) e perfumes e cosméticos (13,7%), e os de uso familiar, como os eletrodomésticos (23,5%), equipamentos de áudio e vídeo (10,9%) e móveis (10,0%).

A principal motivação apontada, entre os que pretendem participar, é a aquisição de algum produto ou serviço que almejam há muito tempo (53,8%) e irão aproveitar o período de descontos e preços mais baixos para satisfazer esse desejo. A antecipação de compras para o Natal e Réveillon é outro objetivo relevante para que os consumidores saiam às compras.

CANAIS DE COMPRAS

A sondagem revelou uma busca expressiva pelas lojas virtuais: sejam as compras realizadas estritamente pelo comércio eletrônico (30,1%) ou considerando os diversos locais possíveis (comércio eletrônico e lojas físicas). As compras pela internet serão opção para um conjunto de 59,5% dos consumidores e o comércio tradicional deve atrair 44,9% dos pernambucanos.

“A tendência da busca pelo comércio eletrônico explica, em parte, o alto percentual de consumidores que pretendem utilizar o cartão de crédito como forma de pagamento nesse ano, uma vez que o cartão de crédito é o meio de pagamento mais comum nas compras on-line”, diz o assessor econômico da Fecomércio-PE.

FAIXA ETÁRIA

Os mais jovens são mais propensos a aproveitar o período de promoções, uma vez que 82,6% das pessoas com 18 a 29 anos já realizaram compras a partir das ofertas de Black Friday. Por outro lado, a faixa de 60 anos ou mais é a mais resistente à participação no período de Black Friday: 39,3% das pessoas com esse perfil nunca fizeram compras no período.

Entre os consumidores que não pretendem participar das compras em 2021, 45,0% declaram estar ‘sem dinheiro ou com pouco dinheiro’ disponível para aproveitar os descontos no comércio. Além desses fatores, os consumidores também relatam outras questões relacionadas à conjuntura socioeconômica como relevantes para a decisão de não participar: 12,2% declaram estar inseguros quanto às perspectivas sobre a economia brasileira; 11,9% se justificam por estarem endividados; e 8,5% relatam o fato de estarem desempregados.

DESCONFIANÇA

Entre os consumidores que nunca realizaram compras no período de Black Friday, o principal motivo é a desconfiança com a veracidade dos descontos e dos preços de oferta (34,7%), seguido da desconfiança com relação à qualidade dos produtos que são colocados à disposição para descontos e promoções (25,9%). Para uma parcela significativa dos consumidores que nunca realizaram compras na Black Friday, as dificuldades com o acesso às promoções, seja em loja física ou em loja virtual, também são motivos para não realizar compras no período.

“Apesar do período já ser considerado tradicional e relevante para o movimento do comércio, alguns consumidores ainda são cautelosos com relação às divulgações das lojas e empresas, acreditando que os preços oferecidos são ilusórios ou que os produtos disponibilizados podem ser defeituosos ou de má qualidade”, comenta Saraiva.

Em função da pandemia de Covid-19, uma parcela significativa de consumidores não fará compras para evitar possíveis aglomerações (14,3%), bem como para evitar a superlotação nas lojas (9,1%), visto que muitos consumidores, em anos recentes, chegaram a disputar produtos no interior dos estabelecimentos.

VENDAS

A expectativa de vendas maiores é de 72,9% dos estabelecimentos do comércio tradicional. Nos shopping centers, a expectativa de crescimento é compartilhada por 86,8% dos estabelecimentos. A estimativa de variação das vendas para a Black Friday de 2021 é de 14,7% entre os estabelecimentos do comércio tradicional e 15,7% entre os estabelecimentos dos shoppings centers.

Entre os estabelecimentos que se encontram otimistas sobre as vendas este ano, destaca-se como motivação a melhoria no movimento do comércio em função da vacinação (83,6%), bem como na confiança dos consumidores (49,8%) e a recuperação gradual do mercado de trabalho (32,8%). Por outro lado, entre os estabelecimentos que apontaram expectativas pessimistas, ressaltam a persistência de baixo movimento no comércio (51,2%) e o endividamento dos consumidores (40,3%).

CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA

A pesquisa ainda revela que 17,5% das empresas do varejo pretendem contratar colaboradores temporários para dar suporte às vendas da Black Friday de 2021. Nos serviços de alimentação, esse percentual cai para 15%. Nos shoppings, a intenção de contratar temporários ocorre entre 22,1% dos lojistas do varejo e entre 18,4% dos estabelecimentos de alimentação.

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