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Restituição do imposto de renda: como usar da melhor forma?

O pagamento da restituição é feito de acordo com o momento em que você faz a transmissão da declaração do imposto de renda. Ou seja, quanto antes você entrega, mais rápido recebe. Leia a coluna de Leandro Trajano

Leandro Trajano
Leandro Trajano
Publicado em 24/05/2021 às 10:00
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Todo ano é a mesma coisa: uma parte da população paga imposto de renda e outra parte recebe a restituição. Claro, tem também os que não recebem nem pagam nada. Mas o que é essa restituição? Basicamente, é um valor que deve ser ressarcido ao cidadão após a declaração ser emitida e constatado que foi pago um valor maior do que o devido para a Receita Federal.

Mais precisamente, em 2020, segundo o Correio Braziliense, as restituições do Imposto de Renda somaram R$ 24,9 bilhões, totalizando 16,3 milhões de pessoas físicas beneficiadas. Quase metade dessas pessoas teve reembolso de até R$ 2,5 mil, sendo que 6,4 milhões receberam até R$ 500.

É importante destacar o que pode gerar essa restituição. Listei alguns fatores que podem ser deduzidos do seu imposto de renda: pagamento de pensão alimentícia, despesas médicas, despesas com educação, inclusão de dependentes na declaração.

O pagamento da restituição é feito de acordo com o momento em que você faz a transmissão da declaração do imposto de renda. Ou seja, quanto antes você entrega, mais rápido recebe.

Veja o calendário de pagamento das restituições do IR 2021:

• 1º lote: 31 de maio

• 2º lote: 30 de junho

• 3º lote: 30 de julho

• 4º lote: 31 de agosto

• 5º lote: 30 de setembro

No primeiro lote, devem receber a restituição os contribuintes que têm preferência, como idosos, pessoas com deficiência e professores, e o valor é creditado na conta cadastrada.

Como checar se a sua restituição foi liberada?

Você pode acessar o site da Receita ou ligar para o número 146.

Existe ainda a possibilidade de você procurar esta informação através do aplicativo "Meu Imposto de Renda", disponível para os sistemas Android e iOS.

Se você tem um valor a receber, é essencial que faça uso da melhor forma. A primeira recomendação é que você honre com possíveis dívidas, sobretudo aquelas que têm os juros mais altos. Renegocie de acordo com as suas reais condições em honrar o fluxo de pagamento acordado.

Claro, em muitos casos a prioridade é em relação às dívidas que podem cortar serviços essenciais, tal como água e luz.

Se você não tem dívidas, pode usar a quantia para começar ou compor o seu fundo de reserva ou reserva de emergência, que é um valor destinado a custear as suas despesas fixas por alguns meses em caso de desemprego, redução de renda, doença e outros fatores.

Caso você não tenha dívidas e esteja com o fundo de reserva constituído, uma boa opção é começar a investir para o longo prazo, fortalecer a base para a velhice de fato, pensar no longo prazo é fundamental, e algo ainda pouco feito pelos brasileiros.

Procure alternativas diferentes da poupança. É abrir a cabeça e aproveitar as alternativas existentes e que de longe podem trazer uma performance interessante, mas claro, isso precisa ser feito de acordo com o seu perfil - conservador, moderado ou arrojado, e considerando também os seus planos em relação ao uso desse dinheiro. Essas dicas, em linhas gerais vão muito além dos investimentos com a restituição, mas como um todo. Procure conhecer os investimentos existentes não só no banco que você tem conta, mas procure comparar também com outras possibilidades em bancos digitais, instituições financeiras cooperativas e corretoras de valores.

Por fim, outra opção para usar o valor da restituição é provisionar, já separar de certa forma o valor para custear despesas como IPVA, IPTU, material escolar e tantas outras que chegam no começo de cada ano. Assim, você já olha pra frente, com o objetivo de começar 2022 com tranquilidade!

Abraço e até a próxima!!

 

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