COLUNA ENEM E EDUCAÇÃO

Educação pós-pandemia: cenário, dificuldades e desafios para alunos, professores e gestores

Sistema Jornal do Commercio de Comunicação fez uma série de reportagens veiculadas no online, no Jornal do Commercio, na TV Jornal e na Rádio Jornal

Margarida Azevedo
Margarida Azevedo
Publicado em 31/10/2021 às 7:00
BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
Educação em todo o mundo foi afetada pela covid-19. Escolas ficaram bastante tempo com aulas presenciais suspensas - FOTO: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Para discutir os impactos da pandemia de covid-19 na educação, o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação realizou uma série de quatro reportagens, disponibilizadas na web, Jornal do Commercio, TV Jornal e Rádio Jornal. Por causa da doença, o Brasil foi o país onde as escolas permaneceram fechadas por mais tempo, ano passado, entre 35 nações analisados: 178 dias, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). A média foi de 48 dias, considerando educação infantil e ensino fundamental.

A série mostra o cenário desafiador que vem pela frente, com a aumento da evasão e das lacunas de aprendizagem. Também revela o quanto os professores tiveram que se reiventar para se adequar ao ensino remoto. E as dificuldades de alunos, com o afastamento presencial da escola, para ter acesso a internet ou equipamentos. Somente na educação básica, a interrupção da rotina escolar atingiu quase 48 milhões de estudantes e 2,2 milhões de professores brasileiros em um universo de 179 mil colégios, sendo mais de 80% da rede pública.

Em Pernambuco, as aulas presenciais voltaram em datas diferentes, conforme a rede e as etapas da educação básica. A suspensão para todas as redes começou em 18 de março de 2020. O Estado tem cerca de 2,6 milhões de estudantes (2,1 milhões na rede pública e 500 mil na privada). Após um ano e sete meses da interrupção do ensino presencial, 25% das cidades pernambucanas ainda não reabriram os colégios municipais.


Cenário e desafios

Mostra um panorama geral do cenário da educação na pandemia e o que será desafiador. Porque o cenário não é otimista. Aponta para o aumento das desigualdades e retrocesso em indicadores educacionais que vinham melhorando antes da covid-19.

Tecnologia e ensino híbrido

Com colégios obrigatoriamente fechados, novas formas de ensinar e de aprender tiveram que ser adotadas. Se por um lado a tecnologia foi fundamental para evitar a interrupção das atividades escolares, por outro evidenciou o pouco preparo da comunidade escolar. Também expôs a enorme desigualdade entre pobres e ricos no acesso à internet e a equipamentos. Agora, a tarefa é aproveitar as ferramentas digitais para minimizar as lacunas de aprendizagem e tornar o ensino híbrido uma rotina na educação.

Reinvenção do magistério

Professores aprenderam na marra a usar o ensino remoto. Se no primeiro momento o sentimento foi de apreensão diante do novo, agora os docentes estão mais adaptados e à vontade com o mundo digital. A despeito da falta de recursos e formações, eles se reinventaram no magistério.

Evasão e aprendizagem

Trazer de volta o estudante que abandonou o colégio durante a pandemia e proporcionar mecanismos que recuperem o que não foi possível aprender no ensino remoto são dois problemas que gestores e professores, sobretudo de escolas públicas, têm enfrentado nesta reta final de ano letivo. As ações de combate à evasão e melhorias na aprendizagem estão na lista de prioridades e devem continuar no planejamento do próximo ano escolar.

Experiência de outros países e soluções

Uma das consequências da pandemia foi o fechamento de escolas em todo o mundo. Cada país lidou de forma diferente com os desafios da educação à distância. No Brasil, os estudantes sofreram com a falta de aparelhos eletrônicos. Já em outros países, o acesso à tecnologia foi mais fácil.


 


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