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Fechamento de escolas pela pandemia pode ter impacto econômico duradouro, diz FMI

Brasil foi um dos países que mais passou tempo com escolas fechadas por causa da pandemia. Ensino remoto não chegou para todos os alunos

Margarida Azevedo
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Margarida Azevedo
Publicado em 17/05/2022 às 13:50 | Atualizado em 17/05/2022 às 13:52
BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
Escolas tiveram que se adaptar ao ensino remoto por causa da pandemia de covid-19 - FOTO: BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
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Da AFP

O fechamento de escolas durante a pandemia da covid-19 prejudicou os níveis de aprendizagem das crianças em muitos países do G20, e isso poderá ter um impacto econômico duradouro, com cortes potenciais importantes do Produto Interno Bruto (PIB) nas economias avançadas - alertou o Fundo Monetário Internacional (FMI), nesta terça-feira (17).

Recentes avaliações de alunos do ensino fundamental e médio mostraram que a aprendizagem virtual generalizada durante a pandemia se traduziu em níveis escolares com queda na Índia, na Alemanha, no Reino Unido, no Brasil e nos Estados Unidos. Nesses países, algumas escolas ficaram mais de um ano fechadas.

"Se essas perdas de aprendizagem não forem compensadas, os estudantes afetados poderão ter uma queda de seus rendimentos ao longo da vida", advertiu o Fundo, em um relatório.

Os economistas do órgão constataram que os estudantes de hoje representarão, durante décadas, quase 40% da população em idade ativa nas economias do G20.

"Ainda que existam muitas incógnitas, nossas simulações mostram que, quando todos esses estudantes estiverem no mercado de trabalho, o PIB das economias avançadas do G20 poderá ser 3% inferior no longo prazo" às estimativas feitas antes da pandemia.

Como era de se esperar, as crianças de lugares mais pobres sofrerão as piores perdas de aprendizagem, com perspectivas que "podem se ser particularmente diminuídas, aprofundando ainda mais a desigualdade de renda".

"As estimativas sugerem que, se a aprendizagem incompleta durante a pandemia não for corrigida, poderá se traduzir em perdas de renda de 1,5% a 10% durante a vida das pessoas" dos países do G20.


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