ELEIÇÕES 2022

Ciro Gomes chama Sergio Moro de "variante ômicron" de Jair Bolsonaro

Lutando para continuar reagindo nas pesquisas eleitorais, Ciro Gomes (PDT) concedeu entrevista e concentrou críticas nos adversários da "terceira via'

Augusto Tenório
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Augusto Tenório
Publicado em 15/02/2022 às 11:27 | Atualizado em 15/02/2022 às 11:30
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Sergio Moro e Ciro Gomes - FOTO: REPRODUÇÃO
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Lutando para continuar reagindo nas pesquisas eleitorais, Ciro Gomes (PDT) concedeu entrevista à Rádio CBN nesta terça-feira (15). Além de prometer, caso eleito, não ser candidato à reeleição, o ex-governador do Ceará fez críticas duras a Sergio Moro (Podemos), recordando os laços do ex-juiz com o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ciro Gomes, na entrevista, defendeu a viabilidade da sua candidatura. Na sua análise, há espaço para crescer entre o público que não apoia o presidente Bolsonaro e nem declara voto no ex-presidente Lula (PT), líder nas pesquisas.  

"Pesquisa é retrato e a vida é filme. Em fevereiro ngm dava bola pra Bolsonaro e vimos o que aconteceu para sofrimento, tragédia e mortes de muitas pessoas. Eu tenho a resiliência", disse o ex-governador do Ceará.

Ele diz já ter superado postulantes da chamada "terceira via". Ao falar sobre Sergio Moro, Ciro demonstrou esquecimento do nome do seu adversário, com quem está empatado nos levantamentos.

"Já superei o 'fenômeno Luciano Huck', Henrique Mandetta e recentemente o... como é [o nome dele]? Esse juiz? (...) O Moro! Nem candidatos vão ser, são meteoros que a burguesia tenta criar para fazer um novo Collor ou Bolsonaro, a grande tragédia brasileira", disse Ciro Gomes.

PDT Nacional
CIRO GOMES - PDT Nacional

Ele avalia manter sua candidatura porque tenta, há tempos, construir um caminho alternativo às candidaturas de Lula e Bolsonaro. Segundo o governador, não está em jogo no Brasil uma disputa por nomes, mas pelo modelo econômico.

"João Dória (PSDB) é uma viúva do Bolsonaro, que propõe o mesmo modelo econômico... Nem o Lula serve nesse sentido. Sergio Moro é a variante ômicron de Bolsonaro, só que pior, porque o presidente tem a humildade de dizer que não entende nada, mas ele se exibe, é um idiota, um imbecil completo", disparou.

Para o pedetista, o cenário ideal seria um segundo turno contra Lula: "a democracia, as liberdades, estariam garantidas, qualquer fosse o resultado. E assim forçaríamos um debate no qual o Lula sairia do salto alto, sendo obrigado a fazer autocrítica. Não existiria Bolsonaro sem a leviandade com a qual o petista conduziu a política".

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Cientista política, pesquisadora e professora adjunta da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Nara Pavão concedeu entrevista ao blog de Jamildo Melo, com participação de Igor Maciel, da coluna Cena Política. Na pauta, a eleição deste ano e os nuances do eleitor diante da urna. Leia a análise.

Nara, referência em estudos sobre opinião pública, corrupção e comportamento eleitoral, responde questionamentos acerca de como o eleitorado chega à eleição deste ano. A pesquisadora considera que o eleitor trabalha de acordo com uma espécie de "cálculo estratégico", num sistema de trocas e concessões.

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