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Caso Marielle Franco: Bolsonaro se pronuncia após Domingos Brazão ser apontado como mandante

Após ser revelado que a delação de Ronnie Lessa apontou Domingos Brazão como mandante do crime contra a vereadora Marielle Franco, Bolsonaro se pronuncia e comenta apontamentos das redes sobre relação entre Brazão, ele e Dilma

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Cynara Maíra

Publicado em 24/01/2024 às 7:15 | Atualizado em 25/01/2024 às 6:25
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Depois de uma reportagem do The Intercept Brasil indicar que Ronnie Lessa citou o nome de Domingos Brazão como o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou a situação e relatou estar aliviado. 

Apesar da revelação sobre a delação, a Polícia Federal nega o contexto apresentado pela matéria e que "até o momento, ocorreu uma única delação na apuração do caso, devidamente homologada pelo Poder Judiciário". Brazão nega as acusações e indica que as razões para o assassinato apresentadas pela reportagem do Intercept seriam "inverossímeis". 

BOLSONARO SE PRONUNCIA APÓS DOMINGOS BRAZÃO SER APONTADO COMO MANDANTE DA MORTE DE MARIELLE

Para coluna de Paulo Cappelli, no Metrópoles, Bolsonaro relatou estar aliviado com a aproximação da conclusão do caso sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco. O ex-presidente indicou que a revelação devida dos fatos termina os questionamentos levantados sobre uma suposta participação sua no crime. 

Bolsonaro afirmou que a delação "bota um ponto final nessa história [ de ser vinculado ao crime contra Marielle]. Em 2019, tentaram me vincular ao caso e me apontar como mandante do crime. Teve o tal do porteiro tentando vincular a mim [Ronnie Lessa e Bolsonaro moravam no mesmo condomínio no Rio de Janeiro]". 

Como Domingos Brazão e sua família têm atuação na política, Bolsonaro também falou sobre os apontamentos realizados nas redes sociais sobre seu vínculo ou o da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) com o suposto mandante. 

 

Isso porque em 2014 Domingos Brazão apoiou a reeleição de Dilma, ainda quando estava no Centrão pelo partido do MDB. Enquanto isso, em 2022 o irmão de Domingos, Chiquinho Brazão, fez campanha para Bolsonaro em sua disputa contra Lula (PT). 

Sobre o tema, Bolsonaro criticou as especulações de apoios políticos a Domingos Brazão de seu lado. Apesar de ter defendido a questão em relação à Dilma, Jair ainda afirmou que se Domingos houvesse apoiado a ele explicitamente a situação "seria um estardalhaço".

O ex-presidente declarou que "não é porque o Domingos Brazão apoiou a Dilma ou porque o irmão dele me apoio que qualquer um de nós tem algo a ver com o caso. O fato é que, se tivesse uma foto do Brazão com o meu adesivo no peito seria um estardalhaço". 

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