Cenário econômico em Pernambuco, no Brasil e no Mundo, por Fernando Castilho

JC Negócios

Por Fernando Castilho
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Queda no WhatsApp hoje em dia é o mesmo que chuva para lojista de rua antigamente; prejuízos são enormes

Pequenos comerciantes e grandes empresas tiveram problemas para se comunicar com seus clientes e colaboradores com a queda das plataformas WhatsApp, Instagram e Facebook

Fernando Castilho
Fernando Castilho
Publicado em 04/10/2021 às 16:00
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WhatsApp fora do ar. A rede social caiu nesta segunda-feira (04) - FOTO: Pixabay
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Atualizada às 19h39

Pergunte a qualquer comerciante. Qual a pior coisa que pode acontecer em termos de vendas? Chover pela manhã, entre sete e 10 horas da manhã. O freguês não sai de casa, o empregado não chega na hora e nem o fornecedor entrega o pedido.

Isso aconteceu nesta segunda-feira (04) com a saída do ar do WhatsApp, do Instagram e do Facebook. Os administradores disseram que era uma “instabilidade”. Conversa. Os três saíram do ar e muita gente ficou sem saber como comprar, vender, entregar e fazer negócio. Por volta das 19h, as três plataformas estavam com os serviços sendo restabelecidos aos poucos.

No mundo atual, especialmente, no Brasil, ficar sem WhatsApp, Instagram e Facebook significa perder dinheiro. E muita empresa de pequeno porte ficou sem falar com os seus clientes.

O WhatsApp veio depois do Facebook e antes do Instagram. A diferença é que ele virou um canal de comunicação e depois de negócios. A grande diferença do WhatsApp é que ele virou ferramenta. É por ele que se faz negócio do recebimento de boleto até informar a chave do PIX.

O Brasil é o segundo pais do mundo em uso do WhatsApp, mas é o primeiro em utilização dele como ferramenta de trabalho e de negócio. Quando Brian Acton e Jan Koum, os fundadores do WhatsApp, criaram a plataforma em 2015 eles queriam ter uma comunicação rápida sem a necessidade de se falar muito.

A proposta era usar até mesmo os emojis para resolver a questão. Isso era uma ideia de americano de escolaridade média que é letrado e gosta de escrever.

Quando o WhatsApp foi lançado era comum o sujeito usar os emojis para mostrar carinho com um coração, uma palma para uma coisa bem feita e uma carinha de bom dia. O que eles não contavam é que no Brasil a dificuldade de escrever fez o sujeito mandar um áudio.

Para completar, a pandemia do coronavírus catapultou o uso do WhastApp. O Sebrae transformou o WhastApp numa plataforma de aprendizado.

O gerente de Soluções do Sebrae, Diego Demétrico, explica que os cursos disponibilizados pelos aplicativos foram pensados para atender quem precisa de praticidade e não tem muito tempo. Atualmente são oferecidos 29 cursos para acesso pelo Whatsapp. Todos têm certificado com verificação de autenticidade e são 100% gratuitos.

Este ano, os analistas prevem que WhatsApp será o melhor canal para comprar presentes no Dia das Crianças. Estima-se que 62% dos brasileiros pretendem presentear alguém usando o aplicativo por que os canais de mensagem podem ser perfeitos para atender essa demanda.

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Hoje, a maior parte das mensagens diretas no WhatsApp é por áudio. O copiar e colar serve para mandar um link que completa a conversa.

O WhatsApp ainda tem a vantagem do sujeito poder encerra a conversa quando o cara da outra ponta é um chato. Basta visualizar e não responder.

No comércio, o WhatsApp virou uma coisa essencial. Milhares de empresas hoje estão funcionando em cima do Facebook. O sujeito pode ter uma imagem no Instagram, ter suas fotos e vídeos no Facebook.

Mas na hora de ganhar dinheiro o que funciona é o WhatsApp. Então, a “instabilidade”derrubou o negocio de muita gente nesta segunda quando os três sistemas caíram.

Na verdade, não deu nem para os grupos de apoio ao presidente Bolsonaro impulsionarem suas mensagens.

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