Opinião

De onde o governo vai tirar dinheiro para um novo auxílio emergencial?

A estimativa do ministro da Economia Paulo Guedes é de que o país gasta em torno de R$ 50 bi, ao mês, com o programa social

Romoaldo de Souza
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Romoaldo de Souza
Publicado em 13/11/2020 às 7:21 | Atualizado em 13/11/2020 às 7:24
MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
A Caixa Econômica Federal realiza, nesta semana, o pagamento do abono salarial para um novo lote de trabalhadores no calendário do PIS 2022 - FOTO: MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
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A pergunta que não quer calar, desde ontem, em Brasília é onde anda a cabeça do ministro da Economia, Paulo Guedes, depois que ele falou da possibilidade de ser editada nova medida provisória para conceder auxilio emergencial, a partir do próximo ano, caso o Brasil enfrente uma nova onda da Covid-19.

”Existe possibilidade de haver uma prorrogação do auxílio emergencial? Aí vamos para o outro extremo. Se houver uma segunda onda de pandemia, não é uma possibilidade, é uma certeza. Nós vamos ter de reagir, mas não é o plano A. Não é o que estamos pensando agora”, disse Guedes.

A questão discutida por economistas, logo após a fala de Paulo Guedes é de onde o governo vai tirar dinheiro para uma nova rodada de ajuda emergencial, lembrando que a estimativa do próprio ministro é de que o país gasta em torno de R$ 50 bi, ao mês, com o programa social.

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Para o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, as palavras do ministro foram dadas numa condição hipotética. E a pergunta que vai precisar de urgente resposta é se o ministro da Economia pode falar de um tema dessa importância, apenas levantando possibilidades, sem um estudo prévio tanto das consequências para o caixa da União como a expectativa que se cria entre as pessoas carentes?

Esse bate-cabeça da equipe econômica provocou queda na Bolsa de valores que fechou em queda nesta quinta-feira (12), depois de quase uma semana de ganhos.

Mais uma vez, a equipe econômica mostra que está desconectada da realidade política, social e da economia.

Pense nisso!

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