Opinião

Após dialogar com empresários, Bolsonaro recua e diz que iniciativa privada pode comprar vacinas mediante condição

Leia a opinião de Romoaldo de Souza

JC
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Publicado em 27/01/2021 às 8:56
EDU ANDRADE/ ESTADÃO CONTEÚDO
Jair Bolsonaro, presidente do Brasil - FOTO: EDU ANDRADE/ ESTADÃO CONTEÚDO
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A pergunta que mais ouvi por aqui nesses dias foi: “é justo a iniciativa privada comprar vacinas para seus funcionários e colaboradores enquanto os idosos, os profissionais de áreas prioritárias como saúde, educação e segurança pública ainda não forem imunizados”?

Antes de responder, a bom destacar que até ontem, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) era contrário à essa iniciativa. Mas após dialogar com empresários, com representantes da indústria e do setor de transporte de cargas, ele recuou e impõem uma condição: “desde que metade das vacinas adquiridas pelos empresários seja destinada ao SUS [Sistema Único de Saúde]”.

Voltando ao início do nosso diálogo, se a compra que poderá ser feita pelo setor privado não impedir os avanços da Campanha Nacional de Imunização - e certamente não o será - não vejo problema que as vacinas cheguem aos trabalhadores pela iniciativa dos empregadores, até como uma maneira de desafogar a Saúde Pública.

Pense nisso!

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