OPINIÃO

Se esquivando de assuntos-chave na CPI da Covid, ministro da Saúde mostrou-se um homem "ensaboado"

Antes de se tornar ministro, o médico paraibano defendia tudo o que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) critica. Distanciamento social, uso de máscara, e até lockdown quando necessário. Bastou colocar na lapela o broche de ministro de Estado que agora está escamoteando conceitos que poderiam salvar vidas. Leia a opinião de Romoaldo de Souza

Romoaldo de Souza
Romoaldo de Souza
Publicado em 07/05/2021 às 7:11
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PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO
DISTRAÇÃO No depoimento, Queiroga anunciou a aquisição de mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer - FOTO: PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO
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No meio da tarde desta quinta-feira (6), o âncora Ciro Bezerra do programa Balanço de Notícias, na Rádio Jornal, usou uma expressão apropriada para resumir o que foi o depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na CPI da Covid. “O ministro é um homem ensaboado!”, disse o comunicador. Liso feito um lambari!

É bem isso. O ministro da Saúde perdeu uma excelente oportunidade para defender o que qualquer uma na sua condição deveria fazer. Dizer que sem comprovação científica qualquer medicamento pode se tornar um veneno. Mas não. Marcelo Queiroga se esquivou do assunto, prometendo estudos de protocolos, enquanto mais de 2,2 mil pessoas - em média - morrem por dia por falta de uma ação concreta, prática do governo.

A situação real é que como presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) Marcelo Queiroga rechaçou o uso da cloroquina. Antes de se tornar ministro, o médico paraibano defendia tudo o que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) critica. Distanciamento social, uso de máscara, e até lockdown quando necessário. Bastou colocar na lapela o broche de ministro de Estado que agora está escamoteando conceitos que poderiam salvar vidas.

É aquela história, tem gente que vende a alma ao diabo para conseguir um importante posto. Conta a mitologia alemã, que o Doutor Fausto teria feito um pacto com o demônio em troca do conhecimento. No caso do ministro da Saúde, nunca é de mais advertir que mais cedo ou mais tarde, o diabo volta para cobrar

Pense nisso!

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