Romoaldo de Souza

Corporativismo quer evitar suspender Daniel Silveira porque considera condenação exagerada

A um interlocutor do colégio de líderes, Arthur Lira disse que quer colocar em votação o relatório recomendando a suspensão do mandato de Daniel Silveira, mas o presidente da Câmara reconhece que seria "um desgaste muito grande submeter a suspensão ao plenário e os deputados não aprovarem nem isto

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Romoaldo de Souza
Publicado em 11/05/2022 às 9:22
PAULO SÉRGIO/CÂMARA DOS DEPUTADOS
Daniel Silveira foi condenado pelo Supremo a oito anos e nove meses de prisão - FOTO: PAULO SÉRGIO/CÂMARA DOS DEPUTADOS
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Está para fazer aniversário agora em julho uma decisão do Conselho de Ética da Câmara que, por 12 votos a oito, aprovou parecer do deputado Fernando Rodolfo (PL-PE) recomendando a suspensão do mandato do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) por seis meses.

Pelo regimento interno, a decisão do Conselho de Ética precisa passar pelo crivo do Plenário da Câmara, mas a maioria dos líderes partidários acredita que não haveria voto suficiente para aprovar a suspensão do deputado acusado de ataques ao Supremo Tribunal Federal e por ameaçar fisicamente integrantes do STF.

A um interlocutor do colégio de líderes, Arthur Lira disse que quer colocar em votação o relatório recomendando a suspensão do mandato de Daniel Silveira, mas o presidente da Câmara reconhece que seria “um desgaste muito grande submeter a suspensão ao plenário e os deputados não aprovarem nem isto”.

Ou seja, o corporativismo quer evitar suspender Daniel Silveira porque considera que a condenação impostada pelo Supremo de oito anos e nove meses de prisão foi exagerada, e os deputados estão preferindo colocar panos quentes e aguardar os próximos movimentos do Judiciário quanto à inelegibilidade do parlamentar fluminense. Isso é o que chamo de espírito corpo.

Pense nisso!

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