SEGURANÇA

Governo de Pernambuco pede que movimentos sociais não façam atos que gerem aglomeração

Reunião, nesta segunda-feira (14), abriu espaço para diálogo entre o governo estadual e várias entidades para evitar ações violentas da polícia

Raphael Guerra
Raphael Guerra
Publicado em 14/06/2021 às 19:48
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FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
Manifestação contra o governo Bolsonaro ocorreu no dia 29 de maio no Recife - FOTO: FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
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Numa iniciativa inédita, representantes do governo de Pernambuco e de movimentos sociais se reuniram, nesta segunda-feira (14), para discutir formas de diálogo que evitem possíveis ações de violências em manifestações no Estado. O encontro ocorreu 16 dias após os excessos praticados por policiais militares durante ato na área central do Recife, no dia 29 de maio. No encontro, o governo estadual pediu que atos públicos não sejam realizados para evitar aglomeração, já que estamos num momento de pandemia.

“Na verdade os protestos não estão liberados, permanece o decreto que proíbe as manifestações, mas esse é um espaço onde movimentos podem conversar com Governo do Estado. Os movimentos sociais pediram reunião e estamos atendendo. Nosso papel é garantir uma gestão de convivência, que as pessoas saibam o que podem ou não fazer, e procurar manter um grau de diálogo”, afirmou o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, Sileno Guedes.

Representando a União dos Estudantes de Pernambuco, Stephanye Vilela pontuou a importância do novo canal de diálogo com o Governo e enfatizou que serão cumpridas as recomendações propostas. “Protocolamos um ofício solicitando a segurança dos atos que vão ocorrer e garantia da biossegurança, porque eles são movimentos legítimos da sociedade”, disse.

Está programado para o próximo sábado (19) um novo ato nacional contra o governo Bolsonaro. No Recife, novamente a manifestação deve ocorrer na área central. A recomendação dos representantes do governo estadual é que, caso seja realizado o ato, a organização recomende aos participantes o respeito às normas de distanciamento social, uso de máscaras e de álcool 70%, entre outras medidas, garantindo a não geração de aglomerações durante a manifestação, além de informar à Secretaria de Defesa Social sobre a realização da atividade com antecedência de cinco dias úteis. Outra recomendação foi de que não façam uso de carros de som ou quaisquer equipamentos similares – a exemplo de “paredões”, reboques ou “mini-carros/mini-trios elétricos”, seja no início, durante o percurso ou mesmo ao final da manifestação.

No encontro, os movimentos sociais foram representados pela União dos Estudantes de Pernambuco, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Movimento por uma Universidade Popular, União da Juventude Socialista, União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco, União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas, Associação Nacional de Pós Graduandos, e Central dos Trabalhadores do Brasil.

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