VIOLÊNCIA

Policial que matou filho durante discussão com esposa, no Recife, é excluído da corporação

Investigação demorou mais de três anos e meio para punir o policial militar acusado de homicídio

Raphael Guerra
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Raphael Guerra
Publicado em 03/07/2022 às 16:51 | Atualizado em 07/07/2022 às 19:38
SDS/Divulgação
Policial foi demitido após determinação da Secretaria de Defesa Social - FOTO: SDS/Divulgação
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Após mais de três anos e meio de investigações realizadas pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS), o 3º sargento da Polícia Militar de Pernambuco Moisés Francisco de Lima Carvalho foi excluído da corporação. Ele é acusado de atirar e matar um filho, além de ferir o outro, durante discussão com a esposa, no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, em dezembro de 2018. 

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o 3º sargento da PM estava com sinais de embriaguez no momento da confusão. Enquanto brigava com a esposa, os filhos - um de 24 e outro de 27 anos - tentaram intervir. Os dois acabaram baleados.

O rapaz de 27 anos foi atingido no braço e encaminhado ao Hospital Getúlio Vargas.  O outro, identificado como Diego Augusto Francisco de Lima Carvalho, baleado no abdômen, foi encaminhado ao Hospital da Restauração (HR), na região central do Recife, onde chegou a passar por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos. 

Moisés foi preso em flagrante pelos crimes e, posteriormente, teve a prisão preventiva decretada. Ele é réu na Segunda Vara do Tribunal do Júri Capital. 

Na época do episódio, a Polícia Militar informou que o sargento estava realizando apenas atividades administrativas na corporação, após ser afastado de suas atividades pelo Núcleo de Apoio ao Dependente Químico da PM para tratamento.

EXCLUSÃO DA POLÍCIA MILITAR

Portaria assinada pelo secretário de Defesa Social (SDS) , Humberto Freire, publicada nesse sábado (03), destaca que "a comissão (da Corregedoria da SDS), chegou ao entendimento, através de relatório, de que os autos revelaram a prática de condutas que defenestraram a honra pessoal, o pundonor militar e o decoro da classe, razão pela qual, reputa ao respectivo aconselhado a incapacidade de permanecer integrando as fileiras da Corporação".

 

 

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