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Coronavírus: um terço das vítimas em Pernambuco tinha hipertensão

Além de pressão arterial alta, diabetes e obesidade despontam como problemas de saúde comuns entre os pacientes que morreram em decorrência da doença

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 09/05/2020 às 20:46
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NEIL HALL/POOL/AFP
Neste sábado (9), Pernambuco totaliza 972 mortes causadas pela covid- 19 - FOTO: NEIL HALL/POOL/AFP
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Quarto Estado brasileiro com o maior número de mortes confirmadas pelo novo coronavírus, Pernambuco tem um perfil de óbitos que se assemelha a outros países onde primeiramente a epidemia chegou, se consideramos um recorte das doenças preexistentes (comorbidades) que aumentam o risco de complicações da infecção. Cerca de 33% das vítimas fatais, em Pernambuco, tinham hipertensão, 25% vivam com diabetes, 12% com outros problemas cardiovasculares, 5% tinham obesidade e 4,6% fumavam ou eram ex-fumantes. Na maioria dos casos, o paciente convivia com mais de uma condição de saúde.

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Esses dados são preliminares e levantados de acordo com as informações dos boletins epidemiológicos da Secretaria Estadual de Saúde (SES). As informações foram compiladas entre o período de 25 de março deste ano (data do primeiro óbito por covid-19 em Pernambuco) até 8 de maio, dia em que o Estado confirmou 82 vítimas fatais em 24 horas – um recorde diário desde a primeira morte. Então, até a última sexta-feira, Pernambuco totalizava 927 mortes pela covid-19. À coluna, a SES informou que ainda não fez a consolidação desse perfil de óbitos por comorbidades e alegou que está qualificando os dados.

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Diariamente, com a aceleração da curva epidêmica, fica mais expressiva a predominância da hipertensão, como doença preexistente, entre os pacientes que não resistiram às complicações do novo coronavírus e foram a óbito. Pacientes com doenças crônicas, como hipertensão, não especificamente um grupo com maior risco de ser infectado. Mas, quando eles adoecem pelo vírus, têm uma predisposição para desenvolver a forma grave da doença. Por isso, são pessoas que devem respeitar com rigor o isolamento social e não deixar de lado outras medidas preventivas, como os hábitos de higiene.

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O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

Confira o passo a passo de como lavar as mãos de forma adequada

 

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